26/02/2019 - Doação de órgãos é tema de palestra no Ambulatório



Palestra com a psicóloga Telma Noleto aconteceu nesta quinta-feira, 21 de fevereiro, para o público que aguardava por atendimento na unidade

O Hospital Estadual Alberto Rassi – HGG promove palestras semanais para o público que está no Ambulatório de Medicina Avançada (AMA) aguardando por atendimento. Nesta quinta-feira, 21 de fevereiro, a psicóloga Telma Noleto explicou para os pacientes e acompanhantes sobre a importância da doação de órgãos. A profissional alertou que a doação é um ato de consciência e amor ao próximo e que várias vidas podem ser salvas por meio desse gesto.

A falta de informação, de acordo com Telma, é o que mais empata no processo de doação. “As pessoas não se tornam doadoras por falta de informações. Quem pode ser doador de órgãos? Todos nós. Como? Existem duas formas: uma é depois que nós morremos e outra enquanto estamos vivos. Aqui no HGG nós fazemos transplante de rim e fígado, ambos podem ser através de pessoas vivas. Mas para que os transplantes aconteçam, precisamos de doadores”.

Outra situação em que é possível realizar uma doação em vida é a medula óssea. “Quando estamos vivos, podemos doar medula. É semelhante a uma doação de sangue. Não precisa de cirurgia, é só tirar um líquido com agulha da coluna. Podemos ser doadores universais, ou seja, você pode ajudar qualquer pessoa do mundo. Para doar, basta ir até o Hemocentro. Existe uma fila muito grande de pessoas aguardando por medula, e uma fila pequena de doadores”, explicou.

A psicóloga ressaltou que muitas pessoas não doam órgãos por pensar que existe tráfico ou que os hospitais aceleram a morte, o que não é verdade. “A morte faz parte da nossa existência, agora a gente pode escolher o que fazer com a nossa morte, ou seja, se vamos colaborar para que muitas pessoas possam viver além de nós. Com uma doação de órgãos, nós podemos melhorar a vida de até 17 pessoas. Uma pessoa pode doar duas córneas, dois rins, fígado, os dois pulmões, pâncreas, ossos e pele. Os ossos podem beneficiar pessoas desde em cirurgias dentárias até cirurgias ortopédicas. Se a gente pensar dessa forma, a gente pode transformar morte em vida”, finalizou.

O paciente Paulo Henrique Cardoso estava na unidade para uma consulta de rotina com o Serviço de Nefrologia. Há seis meses, ele conseguiu um doador compatível e ficou livre da hemodiálise, passando por um transplante de rim no HGG. “Eu quero falar para aquelas pessoas que estão aguardando por um transplante, não desistam. Hoje eu posso ter qualidade de vida porque recebi o órgão de outra pessoa. Eu fiz campanha nas minhas redes sociais e faço até hoje, doem os órgãos de vocês que vocês vão poder ajudar muitas pessoas”, declarou.

A dona de casa Elizabeth Martins de Araújo, 56 anos, estava na unidade acompanhando a filha que faz tratamento de lúpus, e disse que adora o tema e sempre que tem a oportunidade, avisa a família que é doadora de órgãos. “Eu já escrevi uma carta e sempre falo para os meus filhos e netos. Quando eu morrer, podem doar todos os órgãos. Mas antes de morrer, eu faço a minha parte em vida, doando sangue regularmente. Acho que temos de ajudar ao próximo, e essas palestras são muito importantes”, declarou.




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