27/06/2019 - Desospitalização é tema de Café Integrativo Paliativo



Encontro que reúne oito unidades de saúde ocorreu no HGG na última quarta-feira

A desospitalização de pacientes foi o tema do Café Integrativo Paliativo, realizado pelo Núcleo de Cuidados Paliativos do Hospital Estadual Alberto Rassi – HGG na noite de terça-feira (25). O evento, proposto pela Academia Nacional de Cuidados Paliativos, tratou do tema devido ao fato do HGG ser a única unidade que tem uma ala específica para cuidados paliativos para internação de pacientes nessa situação. “Discutimos os critérios que trazem facilidade e os que dificultam a desospitalização”, pontuou a médica Ana Maria Porto Cavas, geriatra e coordenadora do Núcleo. “A proposta da academia é que todos os serviços se organizem para que mensalmente os serviços se encontrem para discutir temas. Hoje nós temos em torno de oito unidades já participando deste evento, entre eles os serviços de homecare e atenção domiciliar”, pontua Ana Maria.

A geriatra abriu o evento falando das vantagens da desospitalização . “O paciente que recebe alta na nossa instituição recebe um relatório, mas ele tem a garantia de que pode voltar. Ele volta, é reinternado na instituição e vai continuar sendo visto pela equipe que cuidou dele, pela equipe que acolheu aquela pessoa. Então, isso faz muita diferença. Nós temos o fluxo do paciente com critério de alta hospitalar, ele recebe um relatório detalhado de alta e é onde a gente diz quais são os critérios de elegibilidade deste paciente, qual foi o tratamento que ele recebeu, as medicações que ele está realizando, o que ele tem de indicação de fazer ou não. Junto com esse relatório o paciente recebe a prescrição de medicamentos de uso contínuo. A gente tem a farmacêutica clínica que orienta, que explica direitinho essas medicações”.

Além disso, a atenção dada ao paciente que recebeu alta e seus familiares é um fator de segurança e tranquilidade para os familiares, como no caso do telefone disponível para atender esses pacientes. “O telefone da área de cuidados paliativos é como se fosse um amuleto para a família: ‘Eu tenho este telefone, este telefone me atende e eu posso ligar’”, diz a geriatra, ao comentar o pensamento dos parentes do paciente ao saberem que têm uma linha direta com a equipe que o atendeu.






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