16/07/2019 - Palestra no Ambulatório orienta sobre alterações de hábitos da comunicação



Com o tema “Você sabe o que a fonoaudiológia pode fazer pelo seus filhos?”, a fonoaudióloga Vanessa Américo alertou o público do AMA nesta sexta-feira, 12 de julho

As alterações dos elementos da comunicação humana que inclui fala, voz, linguagem e audição foram alguns dos assuntos discutidos em mais uma palestra do Ambulatório de Medicina Avançada (AMA) do Hospital Alberto Rassi - HGG. Quem estava esperando pela chamada do atendimento na manhã de sexta-feira, 12 de julho, conheceu a relevância dos serviços fonoaudiológicos para o desenvolvimento da criança.

A palestrante, Vanessa Américo, que é gerente do serviço de fonoaudiologia do HGG alertou sobre alguns hábitos que podem atrapalhar a comunicação de um ser humano em seu período de desenvolvimento. “A fase de atenção de linguagem de nossas crianças que é de 0 a 5 anos, é um período que elas recebem os estímulos necessários para se comunicarem com outras pessoas. Sem uma atenção correta surgem hábitos inadequados como o uso da chupeta, a mamadeira e chupar o dedo, isso tudo pode interferir nas estruturas que correspondem a fala”, destacou.

Vanessa explicou que além da importância de saber sobre os riscos de alterações na comunicação da criança é importante que a sociedade saiba lidar em algumas situações. “O engasgamento, por exemplo, requer uma manobra mais difícil, pois os bebês quando nascem podem ter imaturidade do sistema digestório. Como a criança ingere líquido ela tem uma dificuldade no fechamento, nessa hora a criança pode parar de respirar ou o leite voltar pelo nariz. Então é importante saber fazer a manobra diante de situações como essa”, completou a gerente.

Objetivo da fonoaudiologia

Tendo como objetivo principal, prevenir, diagnosticar e reabilitar distúrbios da comunicação humana, a fonoaudiologia é responsável por indicar alguns outros problemas através de alterações vocais. “Temos muitas crianças que tem o abuso vocal porque grita muito, isso pode ser por uma perda auditiva e os pais não tem conhecimento, por isso que ela fala muito alto. Ela pode ser uma criança que tem um comportamento muito alterado, com o risco de surgir nódulos nas pregas vocais, isso tudo são alterações que a fonoaudiologia pode controlar”, explicou Vanessa.

Com pouco conhecimento sobre os serviços de fonoaudiologia, Telma Barbosa, 53 anos, veio da cidade de Posse – Goiás para mais um acompanhamento de rotina no hospital e se surpreendeu com o que lhe foi apresentado. “Achei a palestra muito boa. Eu tenho um neto de 9 anos que fala enrolado, as vezes ninguém entende, já tínhamos levado em um médico e não resolveu nada. Não sabia sobre fonoaudiologia e com essas informações iremos correr atrás de um profissional dessa área, para ele fazer um acompanhamento adequado”, contou a paciente.




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