22/07/2019 - Geriatra do HGG orienta sobre envelhecimento saudável



Palestra com a especialista aconteceu na quinta-feira, 11 de julho, no Ambulatório de Medicina Avançada

Nos últimos dias, um aplicativo que mostrava como as pessoas estariam durante a terceira idade fez sucesso nas redes sociais. Muitos ficaram curiosos para saber como estariam daqui a algumas décadas e entraram na brincadeira, postando as fotos com os cabelos brancos e rostos enrugados. Mas, como você imagina que estará quando alcançar a velhice? Com o intuito de orientar sobre envelhecimento saudável, a geriatra do Hospital Estadual Alberto Rassi – HGG, Eliza de Oliveira Borges, esteve no Ambulatório de Medicina Avançada (AMA) da unidade e tirou as dúvidas dos pacientes que aguardavam por consulta.

Para uma velhice saudável, os hábitos devem começar durante a infância, explicou a especialista. “Não existe muito segredo. Certas doenças estão marcadas no nosso gene, e ao longo do tempo pode ser que a gente desenvolva essas doenças como hipertensão, diabetes, doença cerebral, entre outras. Infelizmente existem coisas que estão além das nossas forças e a gente não pode pensar que vai prevenir por completo. Muitas dessas doenças podem se apresentar ou não, podem vir de forma mais leve ou mais forte, o que vai determinar são os nossos hábitos de vida. Para que a gente consiga ter um envelhecimento saudável, precisamos ter hábitos saudáveis desde a infância”, explicou.

E não existe segredo. Levar um estilo de vida saudável inclui alimentação balanceada, exercícios físicos, e o cuidado com a saúde mental. “Alimentação equilibrada significa comer arroz, feijão, carne, ovo e salada. Sem excessos. As comidas industrializadas, quitandas, refrigerantes, condimentos devem ser evitadas. A atividade física deve ser praticada dentro das condições de cada um. A pessoa pode separar 30 minutos, três vezes na semana para fazer uma caminhada, por exemplo. E também é muito importante trabalhar a mente, que pode ser uma conversa com alguém, pintura, palavra cruzada, fazer leituras. Tudo isso faz o cérebro ativar”, alertou a geriatra.

Entre outras orientações, a médica explicou a importância de realizar exames de rotina. Para mulheres inclui mamografias, prevenção ginecológica e para os homens a ida ao urologista, exames da próstata, verificar sobre hipertensão, entre outros. E caso algo saia do controle, é preciso procurar um especialista. “É importante tomar apenas os remédios prescritos pelo médico. As vezes um remédio que é para melhorar uma doença, acaba piorando outra parte do corpo e pode trazer prejuízos, principalmente para quem está na terceira idade”.

A aposentada Adriana Deolina Borges de Souza Germano passou por uma situação parecida. O marido, que foi diagnosticado com arritmia, recebeu a orientação para tomar um remédio, porém acabou alterando a tireoide. “Eu não gosto de tomar remédio e falei para o meu marido também. Tenho um filho que é formado em Química, Farmácia e está terminando Medicina, e ele sempre orienta a gente. Esse tipo de palestra é muito importante porque nos ajuda a refletir. Eu tenho hábitos relativamente saudáveis, faço caminhada, sou boa para alimentar, não fico muito estressada, já fui muito, mas chega uma certa idade que a gente pensa ‘amanhã é outro dia’, e pronto, tudo passa”, declarou.




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