21/08/2019 - “Me fez bem, me deu paz”



Pacientes relatam impressões sobre Oficina de Arte no HGG

A tela em branco aos poucos vai ganhando cores. Dona Edinair Maria Gomes, pela primeira vez em frente ao objeto, traça linhas que logo vão formando uma rosa, o que para ela considera uma “reboqueira”, mas elogiada pelos demais presentes. “Eu estou achando bom (pintar), mas vai ficar muito feio. Eu estou pintando umas rosas, uma reboqueira. Rosa é bonito, é amor. Nunca tinha pegado em um pincel. Está sendo ótimo, apesar da reboqueira. Mas tudo tem a primeira vez, né?”, diz a senhora, que por momentos, se sente criança, aprendendo o poder que sua imaginação pode ter quando externada.

Sentada um pouco à frente, Irene Maria da Cruz Cardoso também usa a tela para expressar o que passa em sua cabeça. No caso, a saudade. A tela branca, assim como a de dona Edinair, vai ganhando cores, mas neste caso, com um azul escuro, mostrando um céu estrelado sobre uma casa e uma árvore. “Lembrei da minha casa. Moro em uma fazenda perto de Anicuns. Vim fazer uma cirurgia e estou aqui há 18 dias. Muita saudade dos meus filhos, do marido, do cachorro”, diz ela, ao comentar o que desenhava.

O resultado é relatado por Irene, que não tem ideia que é justamente o objetivo maior da Oficina de Arte, projeto desenvolvido pelo Hospital Estadual Alberto Rassi – HGG, onde estavam internadas no dia 13 de agosto. “Eu gostei, até comentei com a menina (enfermeira). Acordei deprimida, com saudades e foi bom (pintar a tela). Me fez bem, me deu paz!”




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