27/09/2019 - População recebe orientações sobre Alzheimer



Ação aconteceu na Praça Abrão Rassi, em frente o HGG, no dia 20 de setembro

Com o objetivo de alertar à população sobre diagnóstico precoce e tratamento da Doença de Alzheimer, o Hospital Estadual Alberto Rassi – HGG promoveu na sexta-feira, 20 de setembro, uma edição especial do projeto Saúde na Praça. A ação alusiva ao Dia Mundial do Alzheimer aconteceu na Praça Abrão Rassi e ofereceu serviços gratuitos e orientações com equipe médica e multidisciplinar.

O psiquiatra Leonardo Prestes explica que as demências acontecem quando existe uma piora progressiva e sensível na funcionalidade da pessoa. “Não só do ponto de vista cognitivo, memória, atenção, raciocínio, mas de todo o funcionamento. Se a pessoa começa a ter dificuldade para realizar suas atividades normais - dona de casa que não consegue cozinhar, médico que não consegue analisar - aí é hora de procurar ajuda. A maioria das demências está relacionada ao envelhecimento, e a doença de Alzheimer é a mais conhecida e a principal causa de demência”.

Outro ponto que o especialista esclareceu é que se na família existe causa de Alzheimer, não é regra que as outras pessoas serão acometidas pela doença. “N doença de Alzheimer precoce, que acontece antes dos 60 anos, existe uma certa tendência familiar. Na doença clássica, ela não é tão importante assim. Inclusive, estudos mais recentes mostram que mesmo as pessoas que tem a genética para a doença de Alzheimer, esse não é um fator determinante”. Sobre o tratamento, Leonardo explica que deve ser por uma equipe multidisciplinar. “O estímulo da família é muito importante e deve ser trabalhado junto a medicamentos que devem ser tomados de forma adequada, o que vai proporcionar melhor qualidade de vida para esse paciente”.

E falando em família, é necessário que essa família esteja bem para cuidar da pessoa com demência. A psicóloga do HGG, Mariana Batista Leite Leles, alerta que geralmente a família é a primeira que identifica os primeiros sintomas da doença. “O público mais acometido é o publico idoso, existem exceções, e às vezes esses sinais acabam sendo confundidos com outras doenças menos progressivas e que as pessoas não dão tanta importância. Na maioria das vezes, quando chega a um diagnóstico, já chega em uma fase mais avançada. A partir do momento que uma pessoa é diagnosticada com uma doença progressiva e que modifica a rotina de vida, o grupo todo vai ser afetado, vai ficar mais fragilizado. É importante buscar orientações gerais através de atendimento psicológico. A partir do momento que a gente entende o que é a doença e o que esperar dela, pra família fica um pouco mais fácil lidar”.

O marceneiro Eurípedes Barsanulfo de Lima participou do Saúde na Praça pela primeira vez. Ele aproveitou para conferir a pressão, medir a glicemia e ainda participou em uma dinâmica com a equipe de fonoaudiologia. “Achei muito bom, é importante nós esclarecermos alguns assuntos que somos leigos. Fiquei bastante satisfeito, sem contar que todos nos tratam muito bem. Eu não conheço ninguém que tenha Alzheimer, na minha família tenho um caso de doença de Parkinson, mas é importante ter as informações para que, caso ocorra, a gente já esteja preparado”.




© IDTECH, Hospital Estadual Alberto Rassi/HGG, Hemocentro de Goiás - TODOS OS DIREITOS RESERVADOS