31/10/2019 - Mulheres participam de Oficina de Arte especial em alusão ao Outubro Rosa



Onze pacientes pintaram telas sob a supervisão da artista plástica Helena Vasconcelos

Dez telas, onze pacientes mulheres, assim como a instrutora. Sob os cuidados da artista plástica e membro do Conselho Administrativo do Instituto de Desenvolvimento Tecnológico e Humano (Idtech) Helena Vasconcelos, a edição do dia 29 de outubro do projeto Oficina de Arte, desenvolvido no Hospital Estadual Alberto Rassi - HGG, foi totalmente delas. Em alusão ao Outubro Rosa, Helena orientou as pacientes sobre cores e pintura. Para muitas delas, foi o primeiro contato que tiveram com uma tela e um pincel.

O resultado, como explica Helena, foi uma sequência de imagens que mostram o universo feminino. “Esta oficina é especial, comemorando o Outubro Rosa. Você vê que as pacientes são todas mulheres. E elas vieram e está a coisa mais linda o trabalho delas. Aqui a gente tem oportunidade de conhecer novas pessoas, novos artistas. A mulher é mais romântica, você passa por aí e vê que tem coração, tem flor. As árvores chamam atenção. Hoje esta oficina está toda especial. Encontrei aqui mulheres que estão fazendo inclusive reconstrução de mama, passaram por esse problema do câncer de mama. Então eu acho que a valorização delas é ainda maior, porque venceram uma luta.”

Para as pacientes, houve recordação de um passado saudoso e a alegria de estarem em um ambiente diferente do quarto do hospital. Para todas, o tempo que passaram ali, na frente da tela, foi um momento de distração e de esquecer um pouco o que faziam na unidade hospitalar. “Eu estou desenhando minha casinha, ao lado de um pé de ipê, que eu vivi quando eu tinha 8 anos. Na verdade tem 50 anos que morei lá. Então, do jeitinho que era eu estou fazendo. Era um pé de ipê amarelo, nossa casinha de pau a pique. Está do mesmo jeito na minha mente até hoje e eu vou colocar aqui. Mesmo jeito, não tem diferença. O que me fez pintar foi saudades dos meus pais, dos tempos bons, das raízes”, diz Lindaura Pereira Barbosa.

Há três dias no hospital, Dinara Cabral expressou a satisfação de estar em um espaço aberto, com ar puro. “Eu desenhei um jardim igual ao daqui. É a liberdade. Um jardim, o sol, as nuvens, os pássaros.” O mesmo sentimento foi repassado para a tela de Cristina Pereira dos Santos, que estava internada na UTI do hospital. “Fiquei muito tempo na UTI e lá não dava para ver nada. Eu sempre gostei de respirar o ar puro e a hora que eu vi o sol, quando eu vim para cá, fiquei maravilhada com o sol, com os passarinhos, com tudo. Essa casa é porque eu sempre morei em casa do sertão e de barro, então sempre gostei de estar com o pé no chão, de natureza. Eu queria soltar o que estava sentindo, a felicidade.”

E se o objetivo era promover um momento de descontração para as pacientes, ele não só foi atingido, como deve se multiplicar, como espera Dinara, outra paciente que participou da oficina. “Não tenho experiência com pintura, mas é muito boa, porque relaxa. Estou até falando para o meu filho que a gente poderia fazer em casa. É muito relaxante. A gente esquece do local que está, de tudo. Quero comprar em casa e continuar a fazer.”

Já a cearense Ilda dos Santos Cavalcante, que atualmente mora em Bela Vista de Goiás, diz que regrediu no tempo com aquela experiência, que resultou em um bela tela com várias formas e cores. “Na verdade eu gosto bastante de coisas coloridas, disfarçar um pouco a vida, e o coração (pintado na tela) é um pouco de coração ferido. Me senti um pouco criança, de voltar a pintar. Na verdade não voltar a pintar, eu rabiscava enquanto criança, mas pintar um quadro assim, em tela, foi a primeira vez. Estava um pouco ansiosa, nervosa, aí distraí um pouco. Faço uma cirurgia amanhã e essa experiência foi ótima.”




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