21/11/2019 - Coral Vocal FacUniCorus alegra pacientes do HGG



Vestido com camisetas de super heróis, grupo se apresentou dentro do projeto Sarau do HGG

Vestidos com roupas de super-heróis, os cerca de 30 integrantes do Vocal FacUniCorus levaram música e palavras de conforto para os pacientes que estavam internados no Hospital Estadual Alberto Rassi- HGG no dia 14 de novembro. Os integrantes são estudantes de diversos cursos da FacUnicamps, e entre uma música e outra, alguns deles deram depoimento aos pacientes, dando incentivo para seguirem o tratamento que faziam no hospital.

A ação deu resultado. “É a quarta vez que eu interno aqui. De todas as vezes que eu vim, este é o melhor sarau que já teve. Está de parabéns. Assim como o maestro falou, espero que os tragam mais vezes, porque a palavra de cada jovem desses aí nos alimenta muito. É muito gratificante você ouvir alguém te passar uma palavra. Às vezes você está aqui e você não tem noção do que essas pessoas de lá pensam. Então o melhor Sarau que vocês já fizeram foi esse de hoje”, disse Otávio Rosa Tavares, internado por causa de um problema vascular.

Uma das pacientes presentes, Maria da Costa Dias, se emocionou ao receber abraços dos cantores no final da apresentação. Moradora de Caldas Novas, ela disse ter sido o primeiro coral que ouviu na vida. “Fala da vida, do nosso sofrimento aqui no hospital. Foi muito lindo. Gostei demais. Fiquei muito feliz”. Juraídes Martins Vieira, de Rio Verde, também ressaltou a alegria que o coral levou ao hospital, mesmo ponderando o atendimento afetuoso que recebeu da equipe multidisciplinar do hospital. “Apresentação foi muito linda, porque é muito alegre, tira um pouco a tristeza da gente. Não é dizer que a gente está triste. Aqui tem uma equipe de enfermeiros e médicos muito educada, muito preparada para lidar com as pessoas. Tem hora que a gente chega em um hospital e dá vontade de sair correndo, não tratam você com carinho. E aqui está de parabéns. E isso aqui animou ainda mais a gente.”

Uma das integrantes do coral que falou aos pacientes, Marta Cristina de Souza, que cursa pedagogia, citou o quão gratificante foi a iniciativa. “Eu senti que a música falou com muitas pessoas aqui, se não com todos. E a gente trouxe, através da música, um pouco de esperança, um pouco de fé. Às vezes a gente está com tanta luta que a gente perde a fé. Então, eu creio que a gente trouxe, através da música, um pouco de fé, um pouco mais de esperança para que as pessoas acreditassem que vão passar por isso e vão vencer. Eu saio com o espírito de gratidão a todos que estão aqui porque eu creio que para eles foi uma experiência boa, mais para a gente também. Ver os olhos deles, a fisionomia de esperança. Eu aprendi muito também. A gente às vezes fica em uma condição de mesmice e esquece que tem gente muito pior, precisando de uma palavra amiga.” O maestro do grupo, Paulo Sérgio Mota, compara a apresentação com uma experiência gastronômica. “Foi muito gratificante, é uma coisa que vai levar para a casa, marcante. É como se a gente comesse o primeiro pedaço de bolo da vida da gente. Nunca mais vai sair da nossa mente.”





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