05/02/2020 - Evento para população trans lota auditório do HGG



Secretário de Saúde e equipe multidisciplinar do hospital ouviram sobre dificuldades e dúvidas de homens e mulheres transexuais, além de exporem serviços oferecidos pelo SUS

O Auditório Dr. Luiz Rassi, no Hospital Estadual Alberto Rassi – HGG, se tornou, no dia 29 de janeiro, Dia Nacional da Visibilidade Trans, uma espaço de inclusão e de debate para tirar dúvidas da população transexual de Goiás. Com o auditório lotado, o secretário de Estado da Saúde, Ismael Alexandrino, e profissionais da equipe multidisciplinar do Ambulatório TX do HGG ouviram, durante o evento “Processo TX: Avanços e Desafios”, as dificuldades enfrentadas por transexuais para o acesso à saúde, além de falarem um pouco sobre os serviços prestados no hospital e os perigos da autoaplicação de hormônios, entre outros temas sensíveis ao tema.

“O que nós queremos fazer é respeitar os princípios do SUS, trazer dignidade às pessoas e este momento é a consolidação desse respeito, porque evoca um princípio da constituição chamado integralidade, que é enxergar o ser humano por completo, independentemente da sua forma de pensar, respeitando as suas decisões, as suas escolhas e fazendo isso com muita responsabilidade, que é trazendo o aspecto técnico para subsidiar todo esse processo. Então, nós estamos respeitando um dos princípios do Sistema Único de Saúde”, pontuou o secretário, que esteve presente durante todo o evento. Ele pontuou ainda que a ação desenvolvida pelo HGG é o caminho para dar dignidade à essa parcela da população. “Nós precisamos consolidar essas ações para que o estigma criado na sociedade - ainda é uma realidade essa questão do estigma - possa ser diminuído e essas pessoas possam ter uma inserção, um reconhecimento, uma cidadania e uma identidade de acordo com o que passa na sua cabeça, trazendo dignidade ao cidadão.”

A coordenadora do Projeto TX, Margareth Giglio, explicou as ações desenvolvidas no hospital e a importância da psicoterapia para que o transexual tenha certeza da necessidade de se fazer uma cirurgia transexualizadora. “É todo um serviço, composto por um atendimento multidisciplinar que envolve a psicologia, psiquiatria, fonoaudiologia, várias especialidades como cirurgia plástica, ginecologia, urologia. Esse tempo de dois anos é estabelecido para a psicoterapia, para que o paciente que se ache com vontade ou tenha essa necessidade de mudança de sexo tenha um momento de reflexão e psicoterapia para que ele possa, então, fazer qualquer procedimento cirúrgico.”

Denys Melo, homem trans que participou do evento, disse que o bate-papo foi de fundamental importância para toda a comunidade transexual do Estado, por ter trazido informações e por fazer se sentirem acolhidos. “O evento trouxe visibilidade para as pessoas transexuais, nos trouxe esclarecimentos que nos deixaram mais aliviados em questão à saúde pública para a população Trans. Nos sentimos acolhidos pela Secretaria de Saúde do Estado de Goiás.”

Nosso Mundo Trans

Junto com a mesa redonda, uma exposição fotográfica com pessoas trans que passam por atendimento no HGG foi aberta durante o bate-papo realizado com profissionais da Saúde. Cinco homens trans e cinco mulheres trans mostraram para as câmeras dos fotógrafos Brito e Iron como se veem e como enxergam o mundo do qual fazem parte. A exposição e o bate-papo contaram ainda com uma homenagem à ginecologista Mariluza Terra, que foi coordenadora do Projeto TX.




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