06/02/2020 - Hemorrede intensifica campanha de doação de medula óssea em Goiás durante o Fevereiro Laranja



A campanha alerta sobre a leucemia, câncer que afeta os glóbulos brancos, e que atinge cerca de 300 pessoas anualmente em Goiás

No Fevereiro Laranja, que visa conscientizar a população sobre o combate à leucemia, a Hemorrede Pública de Goiás intensifica a campanha para doação de medula óssea. Segundo a diretora-geral da Hemorrede, Denyse Goulart, desde setembro de 2019 foram ampliados os pontos de cadastro de doadores de medula óssea para todas as unidades do interior e na unidade móvel, além dos cadastros no Hemocentro Coordenador Professor Nion Albernaz, localizado na Av. Anhanguera, em Goiânia.

Ela conta que também é possível solicitar uma unidade móvel para ações especiais em toda a região metropolitana da capital. Para solicitar o serviço bastar entrar em contato com o Hemocentro Coordenador pelo telefone (62) 3201-4570. "Para este tipo de ação, nós enviamos uma equipe e é solicitada apenas a disponibilização de um espaço para coleta das amostras e a mobilização dos doadores", explica Denyse.

Quem pode doar?
Para ser um doador de medula óssea é necessário atender os seguintes requisitos:
– Ter entre 18 e 54 anos de idade
– Estar em bom estado geral de saúde
– Não ter doença infecciosa ou incapacitante
– Não apresentar doença neoplásica (câncer), hematológica (do sangue) ou do sistema imunológico
– Algumas complicações de saúde não são impeditivas para doação, sendo analisado caso a caso

Sobre a doença
Segundo informações do o Instituto Nacional do Câncer/Ministério da Saúde (Inca/MS), o estado de Goiás, registrou 188 casos de leucemia – média de 32 casos por ano entre 2010 e 2016. Desses, 102 foram do sexo masculino e 86, do feminino. Segundo a estimativa de novos casos para o ano de 2018, válida também para o ano de 2019, a ocorrência foi de aproximadamente 300 novos casos, no estado, uma média de 150 por ano. Segundo informações da Secretaria Estadual de Saúde de Goiás, entre os anos de 2000 e 2016, foram registrados 2.846 óbitos por leucemias no Estado, sendo que 1.615 no sexo masculino e 1.231 no sexo feminino. O maior número de casos ocorreu na faixa etária de 70 a 79 anos.

A leucemia é uma doença maligna que afeta os glóbulos brancos, geralmente, de origem desconhecida. Tem como principal característica o acúmulo de células doentes na medula óssea, que substituem as células sanguíneas normais. A médica hematologista do Hemocentro, Alexandra Vilela Gonçalves, afirma que a detecção precoce do câncer é uma estratégia para encontrar um tumor em fase inicial e, assim, possibilitar maior chance de tratamento.

Tratamento
Alexandra explica que os tratamentos indicados para a leucemia dependem do tipo e extensão da doença. A pessoa pode fazer quimioterapia, imunoterapia, radioterapia, transplante de medula óssea ou a associação de diferentes tratamentos. No caso do transplante, a medula óssea doente, ou deficitária, será substituída por células normais da medula óssea, com o objetivo de reconstituição de uma nova medula saudável.

As células coletadas do doador para o transplante são cadastradas no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome), que reúne informações (nome, endereço, resultados de exames, características genéticas, etc) de voluntários à doação de medula para pacientes que precisam do transplante. Um sistema informatizado cruza as informações genéticas dos doadores voluntários cadastrados no Redome com as dos pacientes que precisam do transplante. Quando é verificada compatibilidade, a pessoa é convocada para efetivar a doação.
Hoje, já existem mais de 25 milhões de doadores cadastrados em todo o mundo. No Brasil, o Redome promove a busca de doadores no Brasil e nos registros estrangeiros. Em Goiás, existem 207.618 pessoas cadastradas como doadores voluntários, e hoje, o Brasil está entre os cinco maiores bancos de doação de medula óssea do mundo.

Segundo a diretora-geral da Hemorrede, a probabilidade de encontrar um doador de medula compatível é de 1 para cada 100 mil habitantes. Por isso, quanto mais pessoas cadastradas, maiores serão as chances dos pacientes que aguardam na fila de transplante. O cadastro é nacional. Denyse esclarece que, caso haja um doador compatível em qualquer lugar do país, o mesmo é acionado e tem todas as despesas de deslocamento e hospedagem custeadas pelo Ministério da Saúde. 0 a 79 anos.




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