05/03/2020 - Coordenador do HGG ministra palestra na Escola de Saúde do Governo



Marcelo Rabahi abordou as ações de humanização da unidade e as apresentou como case de sucesso aos novos residentes médicos e multiprofissionais que atuarão nos hospitais públicos do Estado

O coordenador técnico do Centro de Terapia Intensiva (CTI) do Hospital Estadual Alberto Rassi – HGG, Marcelo Rabahi, ministrou palestra aos novos residentes médicos e multiprofissionais que atuarão nos hospitais estaduais pelos próximos anos. O convite para proferir a conferência partiu da Secretaria Estadual de Saúde e contou com a participação de 223 profissionais que ingressam agora à residência médica e multiprofissional. O evento de acolhida foi realizado na Escola de Saúde de Goiás, nesta segunda-feira, 2 de março.

A palestra foi voltada para a temática da humanização e trouxe exemplos de atividades executadas na unidade como ilustrações positivas sobre como melhorar a qualidade de vida dos pacientes e acompanhantes enquanto estão internados na instituição. De acordo com Rabahi, o hospital é reconhecido pela excelência em seus atendimentos e é destaque entre as unidades da rede estadual. De forma leve e descontraída, o médico citou exemplos comuns aos presentes para que pudessem reconhecer a importância do trabalho humanizado na área da saúde e para que possam se espelhar para que incorporem esse tipo de ação corretamente em sua jornada profissional.

De acordo com ele, atualmente apenas cerca de 30% dos profissionais de saúde têm a oportunidade de fazer uma residência, mas que ela é um grande diferencial na carreira profissional. "É nessa fase que acontece a transição da situação passiva de apreendimento para uma situação ativa de execução do aprendizado. E com esse aprendizado, tendo a supervisão do preceptor, o profissional de saúde consegue ter a segurança para lidar com o paciente", destaca o médico, que é também coordenador de Ensino e Pesquisa do Instituto de Desenvolvimento Tecnológico e Humano (Idtech), organização social responsável pela gestão da unidade.

Ainda segundo o médico, é nessa fase que o residente aprende que o atendimento precisa cumprir um ritual para que o paciente seja bem atendido e, principalmente, para que eventuais equívocos sejam evitados tanto no diagnóstico quanto na ministração medicamentosa. "Isso é fundamental para que os residentes possam entender o processo de uma forma conjunta e, principalmente, ter o reconhecimento da estrutura que a Secretaria de Saúde prepara, viabilizando as suas unidades e fomentando a capacitação de preceptores. Então, é extremamente importante que isso ocorra de forma institucional, como está sendo feito, e não simplesmente de forma que cada um chegue na sua unidade de trabalho e comece a trabalhar sem conhecer toda a estrutura que está por trás disso", enfatiza Rabahi.



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