18/08/2020 - Alegria toma conta dos corredores do HGG em edição especial de aniversário do Sarau



Apresentação aconteceu de forma itinerante com o cantor Paulo Silva, que também é motorista de ambulância do hospital

"Saudade de um show ao vivo, né, minha filha?", pois ele aconteceu. Depois de mais de quatro meses sem apresentações presenciais no Sarau do Hospital Estadual Alberto Rassi – HGG, na última quinta-feira, 13 de agosto, o motorista de ambulância da unidade, Paulo Silva, soltou a voz e mostrou o seu talento nos corredores da unidade de saúde. E bastou que ele começasse a dedilhar o violão, para que os pacientes fossem surgindo na porta dos quartos com seus celulares. É, o distanciamento social é importante, mas nada como uma serenata ali pertinho.

Olaenes Dias Abreu, de 65 anos, é morador do bairro Capuava em Goiânia e está no HGG acompanhado da esposa Vilma Rodrigues para tratamento na especialidade de proctologia. Ele contou que assim que ouviu a cantoria quis logo saber o que era. "Tem horas que a gente vai ficando numa tristeza danada aqui dentro do quarto e aí vem uma pessoa assim, trazendo toda essa alegria, e o dia da gente muda". Ele revela que pouco antes do início do sarau ainda estava conversando com a esposa e pontuando como o atendimento do hospital é "diferenciado". "Aqui nem parece que é coisa pública, as refeições vêm na hora certinha, com muita qualidade, parecendo comida de hotel, os corredores são cheios de obras de arte, uma mais bonita que a outra e, agora, ainda vem esse rapaz cantar e trazer alegria para gente", disse.

Pela segunda vez no HGG, Zilzamar Pereira, de 61 anos e morador do Bairro São José, também fez questão de acompanhar a apresentação. Há cinco meses, esteve na unidade para fazer um transplante de rim e dessa vez veio para fazer um acompanhamento com o médico que o operou. "Aqui além de ter um atendimento excelente, eu sempre dei sorte de estar internado nos dias de shows. Da outra vez eram duas mocinhas lá do Paraná [Gabi e Raphaella], agora veio esse violeiro", conta.

"Dá para cantar mais uma saideira?". A vontade era de que a apresentação não terminasse. Eduardo de Abreu, de 41 anos, mora no Bairro Feliz e passou por uma amputação de pé, devido a complicações por causa do diabetes, e, sentado em uma cadeira de rodas, acompanhou a apresentação de Paulo Silva do seu quarto até o hall do 3º andar. "Essa é a primeira vez que sou atendido aqui e fiquei muito satisfeito, e mais ainda com esse show ao vivo, distrai a gente e ajuda o tempo passar mais rápido".

Para Paulo Silva, que já trabalhou com música por muitos anos e hoje é motorista de ambulância no HGG, a experiência foi maravilhosa. Do sertanejo ao gospel, ele tocou de tudo, e até atendeu pedidos. "É muito bom saber que eu pude levar alegria para os pacientes e para os meus colegas de trabalho com a música. Para mim, foi gratificante ver o sorriso das pessoas que estavam ali, muitas delas sozinhas, sem ninguém para conversar e que tiveram um dia melhor depois do sarau", afirma.



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