19/08/2020 - Serviços do Ambulatório TX do HGG são apresentados em reunião com a Coordenação de Promoção da Equidade em Saúde



Objetivo foi discutir o acesso à saúde pela população de travestis e transexuais de Goiás durante a pandemia

Nesta terça-feira, 18 de agosto, o Hospital Estadual Alberto Rassi – HGG, por meio de seu Serviço Especializado do Processo Transexualizador – Ambulatório TX, participou de uma reunião virtual em que discutiu, junto a outras instituições, o acesso à saúde pela população de travestis e transexuais de Goiás durante a pandemia da Covid-19. O encontro foi promovido pela Coordenação de Promoção da Equidade em Saúde da Superintendência de Atenção Integral à Saúde (SAIS) da Secretaria de Estado da Saúde (SES). O hospital foi representado pela diretora de Serviços Multiprofissionais, Rogéria Cassiano, e pela coordenadora do Ambulatório TX, Margareth Giglio.

De acordo com Rogéria, o hospital apresentou, durante a reunião, o fluxo adotado pela instituição para assegurar a continuidade dos atendimentos do Ambulatório TX durante a pandemia nas especialidades de ginecologia, psicologia e psiquiatria. "Essa foi uma reunião de grande importância onde pudemos explanar sobre diversos aspectos relacionados ao acesso à saúde pela população de travestis e transexuais aqui em Goiás. Como o HGG é um hospital de referência no atendimento desse público, conseguimos apresentar as ações que temos tomado no nosso hospital e discutir com outros profissionais o que tem sido feito em outras unidades de saúde. Aqui, por exemplo, conseguimos manter uma parte dos atendimentos para os pacientes que apresentam demandas emergenciais por meio do teleatendimento. Essa foi a forma que encontramos desde o início da pandemia para manter nossos usuários com a devida atenção dos serviços de saúde", comenta a diretora.

Coordenadora do Ambulatório TX do HGG, a médica ginecologista Margareth Giglio diz que esse tipo de discussão é algo necessário para que travestis e transexuais possam continuar a usufruir dos serviços de saúde. "Existe uma preocupação muito grande com os cuidados relacionados à saúde desse grupo, especialmente no que diz respeito à saúde mental. Em decorrência da pandemia pela qual estamos passando, constatamos que a saúde mental, de fato, tem sido a mais atingida, uma vez que travestis e transexuais perderam o emprego e desenvolveram quadros de ansiedade e depressão", disse.

Diante disso, foi apresentado na reunião o projeto do HGG, que se antecipou a essa possibilidade de impactos psicológicos e tem oferecido teleatendimentos nas áreas de psicologia e hormonização desde o início da pandemia. "Esses pacientes podem se manter medicados por meio da reposição das receitas, que podem ser retiradas no próprio hospital. Além disso, mais recentemente também passamos a realizar teleconsultas na área de psiquiatria, ampliando esse atendimento oferecido durante a pandemia. Por isso, essa é uma discussão tão importante, pois é através de diálogos interinstitucionais como esse que conseguimos identificar problemas e apresentar soluções que farão a diferença na vida e na saúde de travestis e transexuais de todo o Estado", destaca a coordenadora.

Além do HGG, participaram da reunião representantes das gerências de Atenção Primária, de Saúde Mental e de Vigilância Epidemiológica da Superintendência de Vigilância em Saúde (Suvisa), além das coordenações de Doenças Sexualmente Transmissíveis e de Promoção da Saúde, também ligadas à Superintendência. Juntas, formam agora um grupo intitulado "Grupo de Enfrentamento de Problemas dos Transexuais e Travestis durante a Pandemia", que terá reuniões mensais com o objetivo de partilhar novas experiências e propor soluções frente às dificuldades encontradas no decorrer do processo.



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