27/11/2020 - Audiência Pública discute projeto Anjo da Guarda, focado nos profissionais de saúde



HGG disponibilizou equipe multiprofissional para realização de projeto que foca saúde mental de colaboradores de hospitais e demais unidades de saúde

Se a pandemia de Covid-19 atingiu em cheio as atividades de profissionais da saúde, com aumento de demanda e intranquilidade relacionada ao perigo de contrair a coronavírus, por outro lado ele despertou a atenção para a importância de se observar a questão de saúde desses profissionais. Pensando nisso, uma audiência pública foi realizada no dia 13 de novembro sobre o projeto Anjo da Guarda – Compliance em Saúde Mental no Trabalho, realizado pelo Ministério Público do Trabalho da 18ª Região (MPT-18), com o apoio do Instituto de Desenvolvimento Tecnológico e Humano (Idtech). O Hospital Estadual Alberto Rassi – HGG é uma das unidades de saúde que atuará no projeto piloto.
Participaram da audiência pública a procuradora do trabalho Janilda Lima; o secretário de Estado da Saúde, Ismael Alexandrino; a auditora fiscal do trabalho Jacqueline Carrijo e Néia Vieira, do Sindicato dos Trabalhadores do Sistema Único de Saúde do Estado de Goiás (Sindisaúde), entre outros.
Na audiência foi exposto o que é o Anjo da Guarda, que visa fazer um diagnóstico do ambiente de trabalho dos profissionais de saúde e oferecer uma gestão humanizada, com foco na saúde mental dos profissionais na área da Saúde. O programa prevê a oferta de cursos de capacitação de disciplinas de psicologia e da gestão de pessoas, sob coordenação pedagógica por professores da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO) e da Universidade Federal de Goiás (UFG). “O objetivo principal e maior é deixar alguma coisa que possa transformar a vida das pessoas nesse pós-pandemia”, afirmou Janilda em sua fala.
Ismael Alexandrino enalteceu a iniciativa, pontuando a necessidade de dar atenção à saúde dos profissionais que lidam diretamente com as doenças, especialmente com a Covid-19. “Nós não podemos como gestores e como médicos, deixar de cuidar de quem cuida. Acho que essa frase, além dela ser bonita sonoramente, tem um sentido fantástico. E nessa pandemia, acho ela se mostrou muito mais necessária, com muito mais sentido. Nos primeiros momentos da pandemia, de grande incerteza, de grande desconhecimento e de muito medo, muito receio, nós pudemos presenciar nas nossas unidades de saúde muita vulnerabilidade emocional, muita perturbação mental no sentido de que somos humanos e estávamos sendo colocados à prova diante de algo desconhecido e, aparentemente, devastador e que se provou sim ser devastador, ceifando a vida de milhares de pessoas.” E dentro desse pensamento, conclui o secretário, está o Anjos da Guarda. “Mas do que urgente, esse momento de reflexão precisa se transformar em ação, e o projeto Anjos da Guarda vem nesse sentido. ”
Jacqueline Carrijo seguiu a mesma linha, ressaltando que essa necessidade é anterior à pandemia, mas ela se intensificou nos últimos meses. “Nós tivemos foi um agravamento de problemas que vinham se arrastando e que nós - seja autoridades do trabalho, seja profissionais de saúde, instituições - já sabíamos. Infelizmente, quando chegou a pandemia, o que nós não sabíamos, que fomos surpreendidos, foi a demanda exponencial, uma falta de conhecimento, que demandou uma aceleração de criação de processos e uma falta de recursos, especialmente nos primeiros seis ou sete meses, que gerou um sofrimento profissional muito grande. ” Ela ressaltou, no entanto, que alguns hospitais estavam mais preparados para isso. “O que nós flagramos e confirmamos nos nossos documentos é que nas unidades de saúde que já tinham o desenvolvimento de boas práticas, que já vinha nesse processo, tinham equipes técnicas multidisciplinares, o sofrimento foi menor”. Ela ressaltou ainda o apoio que o HGG deu para o desenvolvimento do projeto. “Quero dizer que desde o primeiro momento nós tivemos apoio, e isso é fantástico, porque sem apoio a gente não iria realizar nada. Eu tenho de deixar declarada a importância do aceite do Hospital do Coração, como instituição piloto, assim como o Hospital Geral de Goiânia, o HGG, que disponibilizou sua equipe técnica multidisciplinar para todo esse projeto piloto”.




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