10/12/2020 - Especialistas discutem experiências e evolução do conhecimento do Covid na fonoaudiologia



Webinar realizado no último dia 10 foi em homenagem ao Dia do Fonoaudiólogo

Em comemoração ao Dia do Fonoaudiólogo, no dia 9 de dezembro, o Hospital Estadual Alberto Rassi – HGG realizou o webinar “Testei Positivo para o Covid-19. Como a Fonoaudiologia me Ajudou?” na última quinta-feira, 10 de dezembro. Participaram do evento on-line, aberto para colaboradores do HGG e comunidade em geral, a responsável técnica da Fonoaudiologia do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, de São Paulo, Mariana Sacontato; a gestora em Saúde Multiprofissional do Hospital Albert Einstein, também em São Paulo, e fonoaudióloga do HGG Mariela Rodrigues Ferreira Cortizo Vidal; e a coordenadora da pós-graduação em Fonoaudiologia Hospitalar do CEAGP e membro da Comissão Científica da Diretoria de Ensino e Pesquisa do HGG, Ýleris de Cássia Arruda .

A primeira a falar foi Ýleris, que fez uma introdução sobre a covid-19, mostrando a evolução sobre o conhecimento da doença, que inicialmente era vista apenas como infecciosa, passando a ser considerada atualmente também vascular. Citou ainda a preparação que os profissionais de fonoaudiologia do HGG tiveram e em que estágio do tratamento a especialidade deve começar a atuar.

Na sequência, Mariana falou sobre sua experiência no Hospital Emílio Ribas, que viu o perfil do seus pacientes mudarem completamente, visto que 80% dos atendimentos eram de HIV/AIDS. Hoje ele atende apenas casos de covid-19. Mariana pontuou a falta de informações sobre a doença, comparando os fonoaudiólogos com pilotos de avião que precisam pousar sem ter visibilidade para isso, contando apenas com o conhecimento adquirido anteriormente. Ela traçou ainda a diferença no perfil dos pacientes durante a pandemia. “A gente verifica uma mudança, um pouco discreta, do paciente que nos procura”, citando a presença de pessoas mais jovens nos últimos meses.

Já Mariela mostrou dois casos que foram tratados por ela no pós-covid, mostrando a evolução da melhora de pacientes que tiveram a doença. “São pacientes que tiveram alterações tanto na fala, quanto a deglutição. Então eu tenho paciente afásico e um paciente disfágico”. Por meio de vídeos gravados com os pacientes, ela citou os processos que foram realizados e a evolução dos dois casos. Os vídeos podem ser acessados na página do Instituto de Desenvolvimento Tecnológico e Humano (Idtech) no Youtube.




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