08/03/2021 - No mês da mulher, HGG passa a realizar agulhamento de mama por estereotaxia e biópsia percutânea



Com novo equipamento, hospital é o único a realizar os procedimentos pela rede pública estadual de Saúde

Após investimento do governo de Goiás em um novo mamógrafo com sistema de estereotaxia acoplado, o Hospital Estadual Alberto Rassi – HGG se torna a primeira unidade da rede pública estadual de Saúde a oferecer os serviços de agulhamento de mama por estereotaxia e biópsia percutânea. Para isso, técnicos e residentes em mastologia passaram por treinamento em fevereiro para utilizarem o equipamento, que tem tecnologia digital e faz com que a radiação seja capturada por detectores que transmitem as imagens diretamente para um computador de alta definição, facilitando o diagnóstico e detectando tumores menores, muitas vezes imperceptíveis nos mamógrafos analógicos.

O mastologista do HGG Rogério Bizinoto explica que algumas micro lesões calcificadas só são identificadas pela mamografia e, após sua identificação, entra a realização do agulhamento por estereotaxia e a biópsia percutânea. “Existe um método que é a localização de onde está essa lesão para que a gente possa fazer uma biópsia percutânea, que é retirar fragmentos da área da lesão com o equipamento específico, ou uma marcação com fio de onde está a lesão para que ela seja retirada cirurgicamente. Quando nós fazemos a marcação com fio, isso é chamado de agulhamento. E o agulhamento por estereotaxia é aquele que é feito na mamografia.”

Antes, diz ele, as pacientes deveriam procurar os procedimentos na iniciativa privada para só depois voltar a ter o atendimento. “Isso vai ajudar demais porque, anteriormente, quando a gente tinha essas lesões não palpáveis, não tínhamos pelo SUS nenhum equipamento que conseguisse fazer esse tipo de localização, de marcação de agulhamento. A paciente tinha que procurar isso na rede privada para fazer o agulhamento e a gente fazer a cirurgia no HGG. Isso é ruim porque esse é um procedimento de alto custo e as pacientes demoravam a conseguir os recursos para fazer isso. Quando ele tiver prontamente ativo e a gente puder utilizar ele de maneira plena, vai ser uma grande aquisição para gente da mastologia e do HGG como um todo”, explica Rogério.




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