Uma verdadeira operação de guerra envolvendo a Força Aérea Brasileira (FAB), Corpo de Bombeiros de Goiás, hospitais e a Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES) foi montada na tarde da última sexta-feira, 12 de março, para que fosse possível realizar a captação de quatro órgãos e dois tecidos de uma doadora, o transporte e transplante dos mesmos. A captação ocorreu no Hospital Estadual Alberto Rassi- HGG, onde foi realizado o transplante de três dos quatro órgãos. Seis pessoas foram beneficiadas com a ação solidária da família da paciente.
Foram captados o coração, dois rins, o fígado e as córneas da doadora, de 30 anos, que teve morte encefálica no Hospital Neurológico de Goiânia. Como o HGG é referência em transplantes, a doadora foi levada para a unidade pública de saúde. No caso do fígado, o procedimento foi realizado logo após a captação, no próprio HGG, sendo que os rins foram transplantados no sábado, também no próprio hospital. O coração foi levado por um avião da FAB a Brasília, onde foi transplantado em um paciente.
De acordo com o responsável técnico pelo Programa de Transplante Hepático do HGG, Claudemiro Quireze Júnior, a captação e os transplantes realizados no fim de semana mostram que mesmo durante as restrições da pandemia as ações continuam sendo realizadas. “Mesmo durante a pandemia, com a queda no número de doadores, o HGG continua realizando os transplantes”. Ele ressalta ainda a importância da receptividade da família da doadora. “A família estava com muita vontade de doar os órgãos, pois aceitou mudar de hospital só para realizar a retirada.”
A gerente de Transplantes da SES, Katiuscia Freitas, também exalta a boa vontade da família, que propiciou que seis pessoas pudessem recomeçar a vida. “A gente tem que reforçar a importância das pessoas conversarem sobre a doação de órgãos. O “sim” dessa família possibilitou o recomeço de seis pessoas que aguardavam na fila de transplantes, possibilitando a transformação na vida não só dessas seis pessoas, mas dos familiares que convivem com elas. Por isso a importância de reforçar que as pessoas comuniquem e reforcem em casa o desejo da doação de órgãos”.