Os colaboradores do Hospital Estadual Alberto Rassi - HGG que passaram pelo Jardim da Solistência se depararam, nos dias 5 e 6 de maio, com uma tela formada com o caule de uma árvore tendo como folhagem palmas de mãos e eram convidados a contribuírem para a conclusão da obra. A iniciativa, em comemoração ao Dia Internacional da Higienização das Mãos, celebrado no dia 5 de maio, foi realizada pelo Núcleo de Segurança do Paciente (NSP) e pelo Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH) do HGG.
Os colaboradores do hospital e das empresas terceirizadas eram questionados sobre a forma como lavam as mãos e convidados a utilizarem uma tinta ao invés de água para conseguirem observar se a lavagem estava correta ou se deixaria espaços não higienizados. Após a experiência, “carimbavam”, com as palmas das mãos, a obra de arte do jovem artista plástico João Vitor Santana de Oliveira Silva, que doou a tela ao hospital. “Acho boa (a iniciativa) porque ensina a gente a lavar as mãos direito. Às vezes, a gente acha que está lavando certo, mas não está. Eu, por exemplo, não estou lavando direito. A partir de agora vou lavar certinho, principalmente debaixo da unha”, diz a auxiliar de limpeza Jéssica Souza de Oliveira.
Ao lado, a Caixa Reveladora, equipamento do HGG que mostra, por meio de luz negra, pontos de sujeiras nas mãos, reforçava a impressão passada pela lavagem das mãos com tinta. A residente em enfermagem Raiza Badaró se assustou como a falta de sujidade nas mãos engana. “Foi surpreendente. A gente não imagina como ficam sujas as mãos e como é importante a lavagem e o uso do álcool em gel. A gente pensa que só quando tem sujidade que a mão não está higienizada, e nem imagina quanta coisa tem , que a gente nem pensa. A falta de sujidade engana muito. Nossa mão carrega muita coisa, realmente.”
A coordenadora do Núcleo de Segurança do Paciente do HGG, Estefany Izidório Lopes, pontua que a iniciativa faz com que os colaboradores descubram, de forma lúdica, a melhor forma de higienizar as mãos. “Com essa dinâmica da higienização das mãos os colaboradores conseguem aprender na prática qual é a técnica correta e identificar quais são as falhas. A gente conseguiu ver aqui a importância da unha aparada, a retirada dos adornos... São nesses lugares onde a tinta e o luminol demonstram onde o profissional precisa se empenhar e higienizar as mãos da forma correta.” Ela diz ainda que, pelo fato da ação ser no jardim e contar com uma obra de arte, as pessoas ficam mais interessadas em participar. “Além de ser didático, todo mundo quer participar, tirar foto, divulgar. Eles aprendem brincando. É muito mais interessante trazer aqui para o jardim , fazer um quadro juntos, do que colocar os colaboradores no auditório a tarde toda. Está sendo uma experiência incrível”, diz a coordenadora, que contabiliza a participação de mais de 150 colaboradores na ação.