O Hospital Estadual Alberto Rassi – HGG é pioneiro no atendimento à população transexual por meio do Ambulatório TX e com o objetivo de melhorar ainda mais o atendimento destes pacientes, 69 colaboradores do hospital participaram, no dia 20 de maio, do treinamento "Programa TX: conhecer para acolher". As facilitadoras da capacitação foram a médica ginecologista e coordenadora do Ambulatório TX, Margareth Giglio, e a psicóloga do ambulatório, Flávia Nascimento.
De acordo com a gerente de Recursos Humanos do HGG, Érika Scarparo, o objetivo do treinamento é capacitar os colaboradores para fornecer um atendimento de excelência para os pacientes do Ambulatório TX e proporcionar um melhor acolhimento. "Alguns colaboradores ainda não têm conhecimento muito profundo sobre o trabalho realizado. Então, resolvemos fazer o treinamento com a intenção de apresentar o que é o programa, como é a transsexualidade, como é feito o acompanhamento, quais são as etapas e outros detalhes", conta a gerente.
Margareth Giglio afirma que o treinamento deixará os profissionais do HGG ainda mais capacitados para atendimento e acolhimento a esse público atendido no hospital. "Temos que desenvolver o não olhar com preconceito, não discriminar, colocar a parte da ciência em primeiro lugar, pois essa população já sofre muito lá fora e eles não podem sofrer nenhum tipo de preconceito aqui dentro do HGG, que é a casa deles", enfatiza a médica.
Para psicóloga Flávia Nascimento a iniciativa vai trazer uma equipe mais coesa, que fala a mesma linguagem desde a recepção até o atendimento médico. "O treinamento é importante para que eles possam se sensibilizar, quebrar crenças, pois ninguém sabe o que se passa na vida de uma pessoa trans. É uma conversa instrutiva, para que eles possam olhar para os pacientes com respeito e leveza", comenta.
A gerente de enfermagem do Ambulatório de Medicina Avançada (AMA), Cleidiene Gontijo, acredita que o principal desafio a ser enfrentado é garantir que esses usuários tenham acesso aos serviços de saúde e a conscientização das pessoas sobre a importância do combate à discriminação e, como consequência, a exclusão social, ataques homofóbicos entre outros danos sofridos pela comunidade LGBTQIA+. "Fomos apresentado aos conceitos de transgênero, os desafios enfrentados e seus sentimentos. Elas nos informaram ainda sobre o direito do usuário utilizar o nome social com o qual se identifica, fazendo valer os direitos de cidadania e de saúde destas pessoas" finaliza.