21/06/2021 - Primeiros pacientes portadores de anemia falciforme realizam exame de doppler transcraniano no Hemocentro



Procedimento que detecta risco de acidente vascular encefálico será oferecido mensalmente para 20 pacientes por meio de parceria entre Hemocentro e HGG

Maria Vanderléia Silva, mãe da paciente Kathiana Guimarães, 8 anos, não conteve as lágrimas ao ver a filha realizando o exame de doppler transcraniano pela primeira vez na rede pública de saúde. Vanderléia descobriu que Kathiana era portadora de anemia falciforme logo nos primeiros dias de vida da menina, por meio do teste do pezinho e, desde então, ela realiza acompanhamento médico no Hemocentro. "Antes eu estava fazendo esse exame na rede particular e ele é muito caro. Essas lágrimas são de felicidade, estou aqui agradecendo a Deus por essa benção", disse. Kathiana garantiu que o exame não dói nem um pouco e em menos de uma hora tinha passado por todo o procedimento.

A partir da próxima semana o exame passará a ser realizado no Hospital Estadual Alberto Rassi – HGG, unidade do Governo de Goiás que adquiriu o aparelho ultrassom, por meio de recursos de emenda parlamentar da deputada estadual Adriana Accorsi e complementados pelo Fundo Estadual de Saúde, para realização do doppler transcraniano. Serão ofertadas 20 vagas por mês ao Hemocentro e outros serviços de referência em atendimento de pacientes com doença falciforme no Estado.

Adriana acompanhou o primeiro exame e se emocionou também com mais essa vitória para o povo goiano. "A anemia falciforme é uma doença cruel que atinge a nossa população, a maioria negra e em vulnerabilidade social também, o que impede muitas vezes que eles tenham uma dignidade de vida. Então eu, como deputada, tenho várias leis no sentido de garantir atendimento e a conscientização da população sobre essa enfermidade, e quando tive a oportunidade de contribuir para que esse exame pudesse voltar a ser feito na rede pública, fiz questão de ir em frente e hoje, aqui, é mais um sonho realizado, de poder ver de fato o exame sendo feito", destaca.

De acordo com dados do Ministério da Saúde (MS), Goiás não realizou nenhum exame deste tipo em crianças e adolescentes entre 2 e 16 anos com anemia falciforme em 2018 e 2019 e fez apenas cinco em 2020, devido à falta de médicos especializados e equipamentos. Por essa razão, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) estruturou a oferta desse serviço no HGG.

Para a diretora-médica da Hemorrede, Alexandra Vilela, que também é hematologista na unidade e acompanha vários pacientes portadores da doença falciforme, hoje também foi um dia de festa. "Nós estamos muito felizes porque a anemia falciforme é uma doença crônica, e nós da hematologia acompanhamos muitas dessas crianças desde o nascimento. A realização do doppler transcraniano é de fundamental importância no tratamento das crianças e adolescentes de entre 2 e 16 anos para gente definir os melhores medicamentos e poder prevenir uma complicação grave que o acidente vascular cerebral isquêmico", afirma.

Exposição
Em alusão ao Dia Mundial de Conscientização sobre a Doença Falciforme, celebrado no dia 19 de junho, o Hemocentro Coordenador apresenta uma exposição com informações sobre esse tipo de anemia e, ainda, depoimentos de pacientes atendidos na unidade. Eles contam como descobriram a doença e sua rotina de cuidados e tratamentos.

Visita
Na oportunidade, a deputada Adriana Acoorsi conheceu as novas instalações do Hemocentro Coordenador, acompanhada pela gerente de cuidados a populações específicas SES, Daniela Fernandes; gerente da Atenção Terciária da SES, Danielle Jaques Modesto; coordenador da Hemorrede da SES, Kellyngton Magalhaes; e pela Sônia Cleide, do Grupo de mulheres Negras Malunga. O grupo conheceu a nova sala de coleta, serviço de fisioterapia, almoxarifado, farmácia, processamento, distribuição, auditório e a exposição da artista Helena Vasconcelos.



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