01/07/2021 - HGG realiza Webinar no Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+



Tema discutido pelos participantes foi Sexualidade e Identidade

No Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+, 28 de junho, o Hospital Estadual Alberto Rassi – HGG, pioneiro no Estado de Goiás no atendimento a pessoas transexuais com o Ambulatório TX, realizou um webinar com o tema: Sexualidade e Identidade. Participaram da ação a ginecologista e sexóloga Sandra Portela, coordenadora do Núcleo de Orientação Interdisciplinar em Sexualidade (Nois), a psicóloga do Ambulatório TX, Flávia Nascimento, a subcoodenadora de Atenção à Saúde da População LGBTQIA+ as Secretaria de Estado da Saúde, Bianca Lopes, e o paciente do Ambulatório TX, Caleb Costa.

Sandra Portela abriu o webinar ressaltando o trabalho dos grupos de terapia que são realizados no HGG. Durante os encontros, de acordo com a sexóloga, é possível resolver problemas de disfunções sexuais, que, por muitas vezes, são emocionais e psicológicos. "Tanto no Nois como no Ambulatório TX desmistificamos vários problemas, como estes emocionais, que são tão importantes quanto as questões físicas relacionadas à sexualidade", comenta a médica.

A psicóloga Flávia Nascimento falou sobre sexualidade e identidade de gênero e dos grupos de terapia do HGG. Para ela, especialmente no Dia do Orgulho LGBTQIA+, é importante pensar na inclusão e no pertencimento da população do movimento. "Sempre falamos sobre sexualidade e ressaltando que é algo individual e cada um expressa de uma maneira diferente, e que deve ser respeitada", afirma.

Flávia explica que identidade de gênero é como a pessoa se vê, e o que ela sente e que orientação sexual está ligada a atração ou desejo que sente por outro. "Gosto de dizer que a identidade de gênero está na cabeça e a orientação sexual está no coração. Na terapia em grupo os pacientes atingem esses insights que demorariam muito no atendimento individual", enfatiza a psicóloga.

Durante o webinar, Bianca Lopes ressaltou que a construção do gênero é subjetiva, construída por cada indivíduo e que é preciso pensar em sexualidade e gênero para além dos conceitos pré-estabelecidos pela sociedade. "Viemos de um padrão de reconhecimento do gênero a partir do sexo biológico e os dois se confundem como um só. Não podemos determinar nossa existência à uma genitália. Sendo uma mulher trans, quando a gente fala de orgulho, devemos falar de todas essas questões para criar uma identificação para todas as pessoas LGBTQIA+", esclarece.

O paciente do Ambulatório TX do HGG, Caleb Costa, contou um pouco da sua experiência. Ele diz que tinha vergonha de tratar do tema sexualidade, mas, a partir do momento que percebeu outras pessoas passando pela mesma situação, se sentiu mais confortável. "A questão da sexualidade e do gênero ainda confunde muito as pessoas da própria comunidade. Eu não tinha esses conceitos na minha cabeça e eu desenvolvi minha sexualidade primeiro. Quando contei para meus pais sobre o meu gênero, foi libertador para todos nós. Às vezes você deixa a sua essência de lado para seguir o que a sociedade quer. Tudo é uma forma de amor. A gente ama, independentemente da genitália e do gênero", finaliza Caleb.




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