A pandemia do coronavírus mudou a rotina do Sarau do Hospital Estadual Alberto Rassi - HGG. Agora, às 17 horas das quintas-feiras, os pacientes não saem mais de seus quartos rumo ao saguão principal ou aos halls dos andares para participar da já tradicional ação cultural. Agora, nesse mesmo horário, a equipe de Tecnologia da Informação do HGG, aciona as caixas de som da unidade para transmitir a apresentação artística, que foi previamente gravada por um dos artistas que se voluntariam semanalmente para levar alegria até a unidade de saúde. Nesta quinta-feira, quem soltou a voz foi a estudante de medicina e ex-interna do HGG, Michelle Karen Cardoso, a Mika.
José Pereira, 66 anos, é transplantado renal há três anos e conta que já acompanhou várias edições do sarau. "Eu descia e assistia as apresentações. Esse é um projeto muito lindo, para animar os doentes não tem melhor". No momento, José está internado devido a uma infecção e destaca que em todos esses anos sempre foi muito bem atendido na unidade. "Quero parabenizar a direção do hospital, que consegue oferecer um atendimento de qualidade aqui no HGG", destaca.
Em outro quarto, a moradora de São Luiz de Montes Belos, Geni Camargo, também acompanhou o sarau pelas caixas de som da unidade. Ela conta que chegou no hospital na última terça-feira, 20 de julho, para fazer uma cirurgia no abdômen. "Fiz vários exames e agora estou aguardando para fazer minha cirurgia. Em abril eu fiz outro procedimento aqui também, e nas duas vezes o atendimento foi muito bom. As pessoas que trabalham aqui têm compromisso de verdade em cuidar dos pacientes", disse.
Mika, que além do amor pela medicina, também traz a música como instrumento de cura para os pacientes, agradeceu pelo convite e reforçou a importância da arte dentro dos hospitais. "A música tem poder de renovar esperanças, trazer felicidade a quem escuta e também de dar forças àqueles que necessitam. Quando canto, sempre espero que essas transformações ocorram em quem me escuta", afirma.