28/07/2021 - Autobiografia de pioneira dos cuidados paliativos é tema de grupo de leitura no HGG



Colaboradores conhecem e discutem legado de Elisabeth Kübler-Ross, que revolucionou atendimento a pacientes

Pais, amigos, professores, ídolos. Sempre buscamos por pessoas que são referências em algum momento de nossas vidas. Na atividade profissional não é diferente. Para um grupo de colaboradores do Hospital Estadual Alberto Rassi – HGG, essa referência tem nome: Elisabeth Kübler-Ross, uma médica psiquiatra suíça que viveu entre 1926 e 2004 e revolucionou a concepção da relação médico/paciente, sendo uma das pioneiras em cuidados paliativos, programa que há cinco anos conta com uma ala exclusiva no HGG e tem como principal objetivo trabalhar o sofrimento físico, psíquico, social e espiritual de pacientes com doenças sem possibilidade de cura.

Há dois meses, o grupo formado por diretores, colaboradores do Núcleo de Apoio ao Paciente Paliativo (NAPP), da enfermagem e residentes médicos e de psicologia se reúne quinzenalmente para discutir o livro A Roda da Vida, uma autobiografia de Elizabeth. Com isso, eles esperam aprender um pouco de sua história de vida e seus ensinamentos. “A gente está fazendo encontros quinzenais onde fazemos uma discussão sobre o livro, que é uma autobiografia, desde a infância até quando ela institui esse movimento de cuidados paliativos. Ela foi uma das que levou os cuidados paliativos para os Estados Unidos. Aí a gente faz uma reflexão, um estudo da biografia dela, mas sempre buscando o que ela fala dela para nós. Uma forma da gente disseminar dentro da instituição essa filosofia de cuidados paliativos”, diz o psicólogo Dimilson Vasconcelos, um dos idealizadores do grupo.

Ele explica a escolha por Elizabeth. “A Elizabeth revolucionou a forma de você olhar para o paciente, como você enxergar e cuidar desse paciente. Então, independentemente do fato de estarmos cuidando de um paciente que está em uma situação de cuidado paliativo ou não, a gente precisa de um olhar humanizado. A gente entender as contribuições da Elizabeth para a medicina, para a psiquiatria e para o cuidado paliativo nos ajuda a enxergar esse paciente de uma forma diferente, que vai além simplesmente do medicamento, do conhecimento. Vai muito mais além, transcende tudo isso. Vai para um cuidado, para um olhar mais com compaixão. Conhecer a obra e a vida da Elizabeth, de certa forma, nos motiva a querer cuidar do paciente dessa forma.”

Outra participante é a residente em psicologia Luana Gomes Silva Pereira , que ressalta a importância dos diferentes pontos de vista que surgem no grupo em relação ao livro e, obviamente, à vida da médica suíça. “Está sendo interessante participar com todo mundo, com o pessoal do administrativo, do assistencial, a gente que é residente, para contribuir e ver nosso ponto de vista de como Elizabeth construiu esse percurso dentro da vida dela e tentar trazer isso para a gente no nosso dia a dia.” A contribuição, ressalta a psicóloga, extrapola os muros do hospital. “Não só dentro da nossa atuação no hospital, mas na nossa vida também, como profissionais e como pessoa. Então, está sendo uma construção muito legal, interessante.” E o ponto principal, salienta, é a resignificação que Elizabeth propôs na medicina. “Esse cuidado, compreensão, o amor que ela tinha pelos pacientes é algo que a gente percebe aqui, lógico, mas tem que construir cada vez mais, aumentar mais esse cuidado, essa compreensão, esse amor com o paciente, ainda mais neste momento que estamos vivendo. Ela foi uma mulher que resignificou muita coisa.”




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