27/09/2021 - Ambulatório do HGG implanta serviço de exames para monitorar possíveis rejeições de órgãos transplantados



Objetivo é dar mais conforto aos usuários e resultados mais precisos

Desde o mês de agosto, o Hospital Estadual Alberto Rassi – HGG estruturou um serviço de coleta de exames de pacientes transplantados para dosagem de imunossupressores. O objetivo deste procedimento, que faz parte das ações desenvolvidas pelo hospital em celebração ao Setembro Verde, é garantir a qualidade assistencial, praticidade e conforto, além de resultar em exames mais precisos, para o acompanhamento médico. São exames que aferem se o paciente está tendo alguma rejeição com o órgão transplantado, infecção ou toxicidade. Anteriormente, os exames eram de responsabilidade dos próprios pacientes, que os realizavam em outras unidades do SUS ou pela rede particular.

Para a realização do exame, o paciente vai passar pela consulta ambulatorial e sairá com o agendamento para o procedimento. O serviço será realizado de segunda à sexta-feira, no período da manhã, das 6 às 8 horas, antes do horário da medicação diária do paciente. De acordo com a diretora de enfermagem do HGG, Natálie Alves, a realização dos exames no hospital vai garantir um melhor acompanhamento médico destes pacientes. "Para a equipe médica, garante um acompanhamento preciso das dosagens, uma vez que será realizado sempre no mesmo laboratório, conseguindo visualizar a evolução desses exames de forma mais eficaz", comenta.

Natálie explica que todo paciente pós-transplante renal ou hepático realiza com frequência essa dosagem, sendo que o paciente que fez o transplante há mais de um ano volta para consultas ambulatoriais a cada dois meses, e o paciente transplantado há menos de um ano, tem o retorno mensal. "O resultado do exame de dosagem de imunossupressor é apresentado ao médico durante estas consultas de acompanhamento. É importante monitorar a dosagem para verificar se há infecção, toxicidade e avaliar se existe algum tipo de rejeição", finaliza a diretora.

A realização dos exames no próprio hospital é uma conquista para os pacientes, já que promove maior comodidade, padronização dos exames, diminuição do tempo entre o resultado do exame e a avaliação médica, além da redução dos custos arcados por eles. "Anteriormente o paciente era responsável pela coleta do exame, então, eles tentavam o chequinho pelo SUS, mas é um tipo de exame que eles não conseguiam facilmente. Raros eram os pacientes que conseguiam dessa forma e a grande maioria desses pacientes acabava tendo que pagar pelo exame", diz a médica nefrologista do Serviço de Transplante Renal do hospital, Juliana de Oliveira Barbosa.

Ela pontua que o valor do exame varia muito, dependendo de onde ele é feito. "Esse exame não tem uma tabela fixa, um preço fixo. Eu já vi pacientes pagando R$ 90 pelo exame como já vi pagando R$ 400, dependendo da cidade que o paciente mora. Então, para eles era muito difícil por conta do aspecto financeiro, deles terem acabado de ter perdido uma aposentadoria, a questão do INSS, que eles estavam afastados." Em alguns casos, continua a médica, os pacientes relatavam que deixavam de comprar alimentos para conseguir pagar os exames. "A gente tentava ajudar na melhor maneira possível. Sem dúvida nenhuma, agora o benefício vai ser incrível, até mesmo na parte da adesão ao tratamento."



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