O Hospital Estadual Alberto Rassi – HGG realizou no último sábado, 2 de outubro, o primeiro curso preparatório para voluntários de Capenalina Hospitalar realizado depois o início da pandemia para pessoas que queiram atuar na assistência espiritual do hospital. Ao todo, 29 pessoas de várias igrejas evangélicas e católica participaram do treinamento e estão aptos a darem conforto espiritual para pacientes internados no hospital.
Simoni Gonçalves Albernaz, da Igreja Pentecostal Deus é Amor, é uma das voluntárias que passaram pelo treinamento e deve iniciar o atendimento no HGG, após ter atuado dois anos em outro hospital da capital. “O objetivo é ajudar o próximo, trazer uma palavra de fé, positiva, para ele aumentar a fé, a autoestima. Tem muitos necessitando disso, então somos alguém para trazer uma palavra de ânimo para ele se levantar novamente. Porque em muitos casos a gente está em um leito e ali estamos sem esperança, só com enfermidade. Já venho com a experiência que a gente traz do Hugo e muitas pessoas falam que estavam esperando uma palavra dessa. É muito gratificante. Muito bom.”
Maria da Penha, da Assembleia de Deus Adpel, diz que, ao levar conforto para os pacientes, também recebe algo em troca. “Eu sinto prazer em sair da minha casa para vir aqui para distribuir amor. Isso é muito gratificante, porque muitas pessoas estão aí chorando, debilitados, precisando ouvir uma palavra de encorajamento, para ter força de seguir essa caminhada.” O mesmo sentimento é compartilhado por Isabel Augusta da Cruz Rosa, da Igreja Deus é amor, há 34 anos. “Sempre gostei de ajudar o próximo através da visitação. Me sinto bem. A gente conversa, ora junto. Eu amo esse trabalho, que faço desde 1987, só que não em um só lugar. Já andei por vários, mas os últimos foram o Hugo e o HGG.”
Um dos palestrantes foi o psicólogo do Núcleo de Apoio ao Paciente Paliativo (NAPP), Dimilson Vasconcelos Bezerra. Ele comenta que o cuidado paliativo trabalha na questão da dor física do paciente, mas também no tratamento de outros problemas, sejam psicossociais ou espirituais. “Olhando para esse conceito, a gente vai perceber a dimensão espiritual prevalecendo no momento de finalidade de vida, um momento muito importante, em que precisa ser cuidada essa dimensão espiritual. A capelania entra nesse momento. Traz uma proposta de alívio dessa dor espiritual, proporcionando ao paciente a possibilidade de encontrar um significado e um propósito naquele momento final da vida dele.”
Assistente social do hospital, Sandra Costa, diz que o resultado foi muito bom . “Achei o treinamento muito positivo. O objetivo foi alcançado porque as palestras foram bem esclarecedoras e o número de participantes foi muito bom.”