08/10/2021 - Ala de Cuidados Paliativos do HGG alcança marca de 2 mil atendimentos



Núcleo exclusivo para o acolhimento de pacientes funciona na unidade desde 2016

Inaugurado em 2016, o Núcleo de Atenção ao Paciente Paliativo (NAPP) do Hospital Estadual Alberto Rassi – HGG alcançou em 2021 a marca de 2.200 atendimentos aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). A ala, equipada com dez leitos, atende exclusivamente pacientes que enfrentam uma doença grave que ameace a vida, na qual não se tem uma proposta de tratamento modificadora da doença.

Anualmente, no segundo sábado do mês de outubro, é comemorado o Dia Mundial de Cuidados Paliativos, e neste ano o tema abordado é "Não deixe ninguém para trás – Equidade no acesso aos cuidados paliativos". De acordo a médica geriatra e coordenadora do NAPP, Ana Maria Porto Carvas, o tema mundial deste ano quer mostrar ao mundo que cuidados paliativos são vitais e porquê é necessário garantir que todos tenham acesso a esse cuidado, não importando onde morem, ou qual sua idade ou origem. "A campanha deste ano é muito centrada na equidade de cuidados, pois, ao redor do mundo, os cuidados paliativos são muito discrepantes. E em alguns casos, não existe nenhuma assistência para os pacientes que estão enfrentando doenças graves", comenta.

Os cuidados paliativos são uma unidade assistencial indicada em qualquer fase do adoecimento, de uma doença grave, onde não se tem mais uma proposta de tratamento curativo, mas muitas vezes tem-se a proposta de tratamento com uma outra abordagem. Normalmente, esses cuidados são utilizados em casos de doenças crônicas, graves e doenças que causam sofrimento. "Mas tem uma proposta de tratamento e à medida que a doença avança, o tratamento para ela vai diminuindo e vai se aumentando as necessidades de suporte que às vezes não são mais para doença, mas sim para a pessoa que está doente, para a família que está vivendo esse grande sofrimento de grandes mudanças na vida", afirma a médica.

Ana Maria enfatiza que não é necessariamente o medo de morrer o que as pessoas próximas ao paciente enfrentam, e sim o medo do sofrimento, de não ter assistência, de não proporcionar os cuidados necessários para aquele familiar que agora enfrenta um momento muito difícil da vida. "São essas imagens que ficam na cabeça daqueles que estão perdendo o seu ente querido. Porque a gente entende sim que a morte faz parte da vida, mas o sofrimento não", argumenta.

No HGG, o NAPP é composto por médicos e uma equipe multiprofissional que realizam atendimentos diariamente a estes pacientes. A equipe também atende e acolhe os familiares destes pacientes que estão internados na unidade de saúde. Segundo Ana Maria, o lema do NAPP é garantir da dignidade humana, tendo pessoas cuidando de pessoas. Os cuidados duram até os últimos dias de vida dos pacientes.

Dia Mundial de Cuidados Paliativos
Em alusão ao Dia Mundial de Cuidados Paliativos, celebrado neste ano no dia 9 de outubro, o HGG preparou ações para colaboradores e público atendido na unidade. Uma exposição, montada no hall do primeiro andar, aborda o tema de 2021 - "Não deixe ninguém para trás" - e traz relatos e histórias que marcaram pacientes e profissionais do NAPP. Também foi realizado um webinar com o tema, com a participação da médica geriatra e coordenadora do NAPP, Ana Maria Porto Carvas, a médica geriatra do NAPP Eliza Borges, o médico da família e comunidade, paliativista e mestre em Cuidados Paliativos, Arthur Fernandes, com a mediação do psicólogo clínico, hospitalar e paliativista do HGG, Dimilson Vasconcelos.

Além disso, uma árvore ficará no Jardim da Solistência do HGG com tarjetas penduradas com o nome de quem os colaboradores da unidade não deixariam para trás, com a presença da equipe do NAPP na tarde do dia 7 de outubro, para um momento de conversa e reflexão sobre o tema. No mesmo dia, a biomédica da unidade de saúde Alana Montalvão se apresenta no Sarau do HGG em celebração ao dia.




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