21/10/2021 - Residentes do HGG apresentam pesquisa sobre epilepsia no XXIX Congresso Brasileiro de Neurologia



O estudo discorreu sobre o perfil do paciente idoso do ambulatório de epilepsia da unidade

As médicas residentes Andreia Vidica e Bruna Perius apresentaram o trabalho "O Perfil do Paciente Idoso do Ambulatório de Epilepsia no Hospital Estadual Alberto Rassi - HGG" no XXIX Congresso Brasileiro de Neurologia, no mês de setembro. O trabalho, que teve como orientadora a tutora da residência em neurologia, Ivanice Vaz, foi apresentado em forma de pôster durante o evento.

Bruna conta que a ideia do tema do trabalho surgiu do interesse conhecer melhor o perfil dos idosos com epilepsia do ambulatório do HGG, uma vez que esta faixa etária é que atualmente possui a maior incidência e prevalência de crises epilépticas no mundo e entre as doenças neurológicas no idoso é a terceira mais frequente. "O projeto de pesquisa foi elaborado antes da pandemia do novo coronavírus, mas teve que ser modificado para atender o contexto de 2020. Então, realizamos os termos de consentimento por meio digital, entrevistas via telefone e revisão dos prontuários de 30 pacientes selecionados com mais de 65 anos, acompanhados no Ambulatório de Epilepsia da orientadora Ivanice Vaz", explica.

Ela afirma que esta investigação ajudou a tornar mais claro quem são esses pacientes, o que motivou o início da epilepsia e como estava o controle das crises epilépticas nesse grupo. "Verificamos que antes do tratamento com medicação anti crises, 53,3% dos pacientes tinham mais de quatro crises por mês. E após, 63,3% estavam com crises controladas e 73% sem efeitos colaterais com as medicações, confirmando a importância do acompanhamento regular no HGG", ressalta Bruna.

"Percebemos que é muito comum o estranhamento do início da epilepsia em pacientes idosos. No imaginário da maior parte das pessoas, fica a ideia que é uma doença de pessoas jovens. Verificamos que entre nossos pacientes, uma das maiores causas, que leva ao desenvolvimento da epilepsia, é a doença vascular cerebral (53,4% aguda ou crônica), confirmando a informação das pesquisas médicas internacionais", destaca Andreia.

Para Andreia, compreender melhor as características e necessidades dos pacientes na terceira idade contribui no melhor direcionamento do cuidado e tratamento. Observou-se que 80% dos idosos tinham queixas de humor e 53,3% manifestaram que estavam pouco satisfeitos com a vida, sugerindo reflexo da pandemia. "Percebemos, ainda, que com o envelhecimento da população em todo o planeta, abordar especificamente a faixa etária dos idosos em estudos científicos é algo que deve ser cada vez mais propagado, uma vez que, poderemos propiciar melhores cuidados e melhor qualidade de vida a este grupo de pacientes, que só aumenta".

Segundo as residentes, abordar o tema da epilepsia foi algo que despertou o interesse por ainda ser uma doença permeada de preconceitos por parte da população que desconhece as suas causas e características, e que precisam ser desmistificados para manejo adequado e tratamento dos idosos, e tendo como consequência o controle das crises epilépticas e o impacto positivo na qualidade de vida.



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