Na última quinta-feira, 21 de outubro, profissionais do Hospital Estadual de Urgências de Anápolis (Heana) realizaram visita técnica ao Núcleo de Apoio ao Paciente Paliativo (NAPP) do Hospital Estadual Dr. Alberto Rassi - HGG. Segundo o diretor-médico do Heana, Thiago Vieira, a iniciativa de conhecer e se aprofundar sobre cuidados paliativos partiu da necessidade de oferecer um melhor atendimento aos pacientes de longa permanência da unidade em Anápolis. "Nós do Heana, mesmo como hospital de urgência, queremos oferecer um cuidado proporcional aos nossos pacientes de longa permanência. Por isso, nós optamos por conhecer o serviço do HGG, primeiro por ser uma instituição de referência no Estado em diversas frentes de atendimento, e também por ser um estandarte de cuidados paliativos em Goiás", disse.
Thiago conta que ficou surpreso com o trabalho prestado no HGG, tanto pela estrutura oferecida, mas principalmente pelo desempenho da equipe de profissionais. "Nós percebemos no olhar dos prestadores que eles amam o que fazem, e isso faz com que o HGG tenha um diferencial". O médico completa que a visita agregou vários aprendizados. "Tivemos acesso aos protocolos trabalhados, mas repito, ficamos surpresos com as pessoas que trabalham ali, a receptividade que ali tivemos e as oportunidades que nos foram oferecidas. Levamos do HGG diversos aprendizados, mas, principalmente, o entendimento de que as pessoas fazem a diferença", afirma.
Para a médica geriatra e coordenadora do NAPP, Ana Maria Porto, o HGG cumpre um papel importantíssimo em Goiás que é de formar novos profissionais, inclusive, que hoje atuam como chefes do serviço de cuidados paliativos em diversas unidades de saúde do Estado. "Hoje o que a gente vê é uma instituição que, além de uma assistência aos seus pacientes, presta atendimento no campo de estágio, promovendo conhecimento". A médica destaca também que o HGG é vitrine para outras instituições. "A visita do Heana, assim como as demais instituições que recebemos aqui, mostra que as nossas sementinhas têm dado bons frutos. São profissionais que percebem as indicações desses pacientes, que acabam indo para UTI, mas que poderiam ter uma outra proposta de cuidado, que dá sentido, que dá dignidade e conforto, e que é a modalidade dos cuidados paliativos", afirma.