26/10/2021 - HGG retoma realização de transplante renal intervivos



Procedimento é o primeiro após a pandemia do novo coronavírus

Um ato de amor e carinho marcou nesta terça-feira, 26 de outubro, o Hospital Estadual Alberto Rassi – HGG. Mãe e filha passaram pelo centro cirúrgico da unidade de saúde para a realização de um transplante de rins na modalidade intervivos, que é quando o doador é um paciente com maioridade, geralmente parente do receptor. Neste caso, será a mãe que passará um de seus órgãos para a filha. Esta modalidade de transplantes estava suspensa desde o ano passado, por causa da pandemia do novo coronavírus. Já o transplante com doador cadáver continuou a ser realizado durante este período.

Aos 40 anos de idade, Flaviane Rodrigues de Almeida afirmou estar ansiosa pela realização do transplante, mas que ao mesmo tempo estava feliz. "Fizemos uma série de exames e fomos compatíveis. Milha filha tem uma doença renal crônica desde os 10 anos. Me sinto muito importante por estar aqui neste momento. Doem vida, doem amor", incentiva a doadora.

A filha de 22 anos, Lorena Rodrigues de Oliveira, comenta que hoje é um dia muito importante para ela. "O rim da minha mãe será colocado em mim. Realmente ela está me dando a vida novamente. Estou muito feliz com essa oportunidade. Ter minha mãe como doadora viva me deu essa nova oportunidade de vida. Tenho certeza que dará tudo certo e logo estarei transplantada e estaremos juntas e bem", enfatiza a paciente.

O médico urologista Theo Rodrigues Costa, integrante da equipe deste transplante, explica que o procedimento melhorará a qualidade de vida de Lorena, que já fazia hemodiálise há dois anos. "O órgão será retirado da mãe por meio de uma videolaparoscopia, sem prejuízo a longo prazo, e ela vai ter uma vida normal, mesmo com apenas um rim", aponta o médico.

Theo acredita que é necessário estimular ainda mais este tipo de doação, a de intervivos. "Embora a doação cadáver seja preferencial, ainda há um déficit muito grande de pacientes que necessitam de transplante renal e realizam hemodiálise semanalmente". O médico ainda afirma que, após o procedimento, Flaviane terá alta hospitalar em até dois dias, e a filha dela, Lorena, em até sete dias. "Esperamos que com este transplante a paciente saia da hemodiálise e estabilize sua função renal", finaliza o médico.

Sobre o serviço de transplante do HGG
O HGG é referência também no Serviço de Transplante Renal. Implantado no ano de 2017, a unidade de saúde já realizou 572 procedimentos desde então, sendo 534 com doador cadáver e 38 intervivos, se tornando o maior hospital transplantador de rim do Centro-Oeste brasileiro, levando Goiás a ser o décimo estado em número desse tipo de procedimento no país, segundo dados do Registro Brasileiro de Transplantes (RBT), da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO).




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