O Serviço de Fisioterapia do Hospital Estadual Dr. Alberto Rassi (HGG) atende pacientes com necessidades de reabilitação cardíaca e pulmonar, além dos encaminhados pela mastologia e pelo Programa de Combate e Controle da Obesidade (PCCO). Semanalmente são realizados cerca de 150 atendimentos no Ambulatório de Medicina Avançada (AMA), na Sala de Reabilitação Cardíaca.
De acordo com a gerente da Fisioterapia e Terapia Ocupacional do HGG, Joana Angélica de França Barbosa, cada especialidade atendida tem uma rotina diferenciada. “As agendas são separadas por período e dia, tudo pensado na segurança dos pacientes e para não gerar aglomeração na sala, uma medida de combate ao novo coronavírus”, afirma a fisioterapeuta.
Os pacientes de reabilitação cardíaca realizam os procedimentos nas segundas, quartas e sextas-feiras, e os de reabilitação pulmonar, às terças e quintas-feiras, ambos no período matutino. Pacientes do PCCO são atendidos de segunda a sexta-feira, e os da mastologia, às quintas-feiras, todos no período vespertino.
Reabilitação cardíaca e pulmonar
Joana explica que o Serviço de Reabilitação Cardíaca tem por objetivo devolver para o paciente a capacidade respiratória e o condicionamento físico necessário para o retorno das atividades de vida diária. “A atividade abrange pacientes que passaram por sofrimento cardíaco anterior, tais como infarto agudo do miocárdio, cirurgias de revascularização cardíaca e outras patologias que já estejam controladas”, comenta.
A gerente enfatiza que o paciente, na maioria das vezes, inicia o tratamento com receio de desenvolver suas atividades do dia a dia, aumentando com isso o sedentarismo e alterações de suas funcionalidades. “Por meio dos exercícios guiados pelo fisioterapeuta e obedecendo aos protocolos da cardiologia, ocorre o empoderamento do paciente frente à patologia pregressa e, assim, o retorno às atividades diárias que estavam sendo comprometidas devido principalmente ao medo e à falta de condicionamento físico”, ressalta Joana.
Joana esclarece que na reabilitação pulmonar, o paciente geralmente é dependente de oxigênio e também possui uma degradação de sua funcionalidade, por isso necessita da fisioterapia. “O procedimento irá auxiliar tanto para trabalhar o ganho de condicionamento físico, bem como estratégias de conservação de energia, para evitar recidivas de internações hospitalares devido quadro de reinfecções pulmonares”, justifica a gerente.
PCCO
No caso dos pacientes do PCCO, eles são encaminhados para a fisioterapia antes da realização da cirurgia. Joana argumenta que o exercício para este público é importante, pois eles têm um maior comprometimento da capacidade pulmonar. “Durante os procedimentos são realizados exercícios que melhoram esta condição do paciente, o que pode evitar uma complicação pós-operatória. Ele só será encaminhado para a cirurgia após o laudo positivo da fisioterapia”.
Mastologia
Fazer fisioterapia também é importante no pós-operatório de pacientes que realizaram mastectomia, após o câncer de mama. Joana alerta que as pacientes podem desenvolver uma doença chamada linfedema de membros superiores, ocasionando inchaços que limitam o movimento do braço, podendo se tornar uma porta de entrada para infecções. Os fisioterapeutas realizam drenagens linfáticas e exercícios direcionados para evitar que o paciente perca o movimento do braço. “A fisioterapia tem o objetivo de devolver ao paciente a arte em viver bem, com melhora do potencial de condicionamento e, por consequência, melhora da sua funcionalidade nas rotinas do seu dia a dia”, finaliza a gerente.