Integrantes do serviço ambulatorial transexualizador do Núcleo de Atenção Básica de Saúde (NABS) de Itumbiara estiveram nesta quarta-feira, 3 de novembro, no Hospital Estadual Alberto Rassi – HGG para troca de experiências com a equipe do Serviço de Identidade de Gênero, Transexualidade e Intersexualidade – Ambulatório TX do hospital. O coordenador do ambulatório do NABS, o psicólogo Mauri Gonçalves, veio acompanhado da psicóloga Patrícia Silva Felipe Silvério e da enfermeira Regina de Oliveira Rodrigues Silva, que juntos com a subcoordenadora de Atenção à Saúde da População LGBTI da Superintendência de Saúde Mental e Populações Específicas da Secretaria de Estado da Saúde, Bianca Lopes, conversaram com a coordenadora do Ambulatório TX, a ginecologista Margareth Giglio, com a psicóloga Flávia Christine Bezerra, e com a diretora multidisciplinar do HGG, Rogéria Cassiano.
Bianca explica que o objetivo é otimizar o fluxo de pacientes do ambulatório de Itumbiara que precisem de atendimento no HGG. “É importante que os serviços tenham uma comunicação clara e um alinhamento de fluxos e protocolos para que a rede de atenção a pessoas transexuais e travestis no processo de afirmação de gênero tenham um alinhamento e que ela seja coesa para esse fortalecimento.” A mesma linha de raciocínio foi utilizada pelo coordenador do ambulatório de Itumbiara. “A visita tem como objetivo principal fazer um alinhamento técnico dos ambulatórios para a gente poder planificar as ações e termos condutas padronizadas entre os serviços, melhorar o acesso a nossos pacientes. Está sendo muito rica essa visita, estamos tendo a oportunidade de ter essa troca de experiências com profissionais que trabalham com esse público há muito tempo para fortalecer mais o trabalho e melhorar cada vez mais o acesso integral à população LGBT.”
Já Margareth diz que essa interação acaba por proporcionar uma maior produtividade para o ambulatório do hospital. “A interação com serviços, não só com cidades menores como também com unidades de saúde de Goiânia, vai desafogar o HGG, que é uma unidade terciária de atendimento cirúrgico e também de casos mais complexos que envolvem esse processo transexualizador. Vai ser benéfico tanto para o serviço terceário quanto do município, que vai poder oferecer um atendimento que vai até a humanização, de baixa complexidade. Para o paciente também vai ser maravilhoso, já que não vai precisar vir do município de origem para pegar uma receita, poderá pegar no seu ou em um município vizinho.” Isso será possível porque o governo tem o projeto de ampliar o atendimento a todo estado, como explica Bianca. “Como existe uma demanda de pessoas trans no Estado todo, a Secretaria tem a intenção de que haja um ambulatório descentralizado em cada região de saúde para que a assistência ambulatorial ocorra no território, de forma descentralizada, não sobrecarregando o serviço especializado na modalidade terceirizado hospitalar. Está no Planejamento Estadual de Saúde 2019/2023 para ampliação de, no mínimo, mas oito ambulatórios. Desses oito, já conseguimos a implementação de um e dois estão com projeto em andamento.”