O Hospital Estadual Alberto Rassi – HGG realizou nesta segunda-feira, 9 de novembro, mais uma edição do projeto Qualicine, metodologia ativa que contribui com as ações de promoção da segurança do paciente. Nesta sessão foi apresentado um trecho do documentário "Caso Júlia Lima" disponibilizado pelo Instituto Brasileiro de Segurança do Paciente, que retrata a história real de uma jovem de 27 anos que foi a óbito em decorrência de um evento adverso relacionado a assistência à saúde em 2015, no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo.
Milena Paes Leme, enfermeira e coordenadora do Escritório da Qualidade do HGG, destaca que a escolha do filme se deu por se tratar de um caso conhecido nacionalmente, e partir dele, a discussão do tema "Criação de protocolo a partir de evento adverso salva vida". "Trouxemos este filme com o objetivo de conscientização para equipe, apresentando ainda exemplos reais de notificações de não conformidades e incidentes recebidos pelo Escritório da Qualidade/NSP, implementando uma estratégia de tratativa das notificações por meio da ferramenta Huddle envolvendo toda equipe presente."
Milena reforçou a importância desse momento, onde todos puderam fazer suas pontuações e sugestões, acerca dos fatores que possam estar relacionados a esses incidentes, contribuindo com a melhoria dos processos juntamente com a equipe. "Esse trabalho tem sido muito positivo pois favorece a troca de conhecimentos entre os profissionais, uma vez que trazemos experiências reais de outras unidades para nossa vivência institucional", afirma.
A técnica de enfermagem, Maria Verônica Brito, atua no HGG há 5 anos e relata sua satisfação com a didática de ensino por meio de filmes. "Eu gostei muito da parte dos erros das medicações, aqui [no hospital] nós temos que prestar mais atenção ainda aos protocolos, uma vez que nós estamos lidando com vidas, e por serem vidas, é melhor eu demorar mais em um atendimento, tomando todos os cuidados necessários, do que cometer um erro e colocar em risco a vida do paciente".
A enfermeira do Núcleo de Apoio ao Paciente Paliativo (NAPP), Karine Morais, elogiou o formato do Qualicine e disse que tem aprendido muito com as sessões. "Sensacional. É muito bom a gente visualizar situações que já aconteceram e depois, em conjunto, cada um falar do seu problema, da sua dificuldade, porque eu acredito que cada setor tem uma dificuldade diferente e dessa forma, com a ajuda de todos, a gente chegar numa solução, onde o risco para o paciente será menor".