Responsabilidade social é umas das frentes de trabalho do Instituto de Desenvolvimento Tecnológico e Humano (Idtech) – que contempla diversos projetos sociais, somando desde a inclusão digital à preocupação com o meio ambiente. Dentre as ações, o Grupo de Idosos é, sem dúvidas, uma das iniciativas mais enriquecedoras da atuação do Instituto. Realizado com a comunidade que vive no Residencial Jardins do Cerrado, em Goiânia, há quase dez anos, os encontros com idosos eram realizados semanalmente na região, mas foram paralisados há quase dois anos, devido à pandemia de covid-19. Nesta terça-feira, 14 de dezembro, um encontro de Ação de Graças marcou o retorno das atividades do grupo, trazendo de volta a alegria, comunhão e interação entre os participantes.
Reunidos no salão da sede da Igreja Evangélica da região, os membros do grupo se reencontraram, passaram a tarde juntos, conversaram sobre a vida e homenagearam também outros participantes que infelizmente não puderam estar entre eles. Durante a ocasião, houve um momento de reflexão, a pastora responsável pela igreja relembrou aos presentes o principal motivo da celebração de Natal e o objetivo da Ação de Graças. Depois, todos cantaram louvores e participaram de um sorteio de brindes. Além disso, no final das atividades, todos os idosos presentes receberam um panetone e uma caneca de lembrança.
Dona Irene Ferreira Aguiar, 67 anos, participa do projeto desde o seu início. Ela contou que estava muito ansiosa, esperando pelo dia que poderia voltar a se reunir com o grupo. "Eu nem dormi direito essa noite. Essa ação do Idtech é maravilhosa, as assistentes sociais são maravilhosas com a gente. Não aguentava mais esperar! Tivemos que parar por causa da pandemia e foi muito ruim. Hoje, com a honra e glória de Deus, estamos aqui." Segundo ela, a convivência entre todos é ótima. "Somos muito amigos, nos falamos pelo telefone, para mim esse momento é a coisa mais linda do mundo, até porque gosto muito de conversar com todos, atualizar a vida e deixar tudo em dia."
Já dona Teresa Francisca da Silva Moura, 79 anos, disse que desde quando começou a frequentar as reuniões, em 2014, nunca faltou em nenhum encontro e que ficou com muitas saudades, devido à paralisação ocasionada pela pandemia. "Voltar hoje está sendo maravilhoso! Aqui conheci muitas pessoas, me sinto acolhida, adoro sair para passear com o pessoal. Gosto de participar de todas as oficinas, adoro rever as meninas (assistentes sociais), é como se fossem minhas filhas. Até os motoristas que vêm com elas são todos muito legais."
Todo o carinho e fraternidade demonstrados pela equipe de assistentes sociais do Idtech não são em vão. As "meninas", Sandra Costa, Marilia Jardim e Sônia Maria Marques, estão à frente do grupo desde o começo. Sandra conta que o projetou começou em 2012, pois viram que os idosos estavam socialmente isolados. "O objetivo é que eles tenham atividades diversas para interagirem entre si, desenvolverem habilidades e aprenderem coisas novas. Além disso, que seja um ambiente acolhedor. Aqui, conseguimos promover uma rede familiar entre eles, onde um visita o outro, faz companhia até nas consultas médicas. Então, são uma família. É um trabalho que faz muita diferença na vida deles", pontuou.
Segundo Sandra, os idosos sentiram muita falta dos encontros. E o contato que tiveram durante o período mais crítico da pandemia foi por um grupo de WhatsApp, onde todos conversam e trocam mensagens. "Estamos voltando às atividades hoje, em um momento de Ação de Graças, por tudo que passamos e por estarmos aqui, juntos novamente. Aos poucos vamos voltando à rotina. Antes da pandemia, as reuniões aconteciam semanalmente com atividades lúdicas, oficinas de artesanato, passeios e com atividades que proporcionavam lazer e agregavam ao conhecimento deles. Os idosos comentam com frequência que o Idtech sempre esteve presente na vida deles, desde a época que eles mudaram para essa região. Todos nós temos muito amor e carinho por esse projeto."
A profissional ressalta ainda que essa ação social fortaleceu os vínculos comunitários do pessoal que vive na região. "Sentimos que o trabalho é muito importante para eles, mas para nós, como profissionais, é muito enriquecedor. Vemos o impacto social que essa abordagem gera na vida deles. Nosso propósito é esse, melhorar a qualidade de vida deles. Isso traz grandeza profissional e experiência. Somos uma família unida", contou Sandra.