Os colaboradores do Hospital Estadual Alberto Rassi – HGG assistiram na tarde e noite desta quinta-feira, 15 de dezembro, o filme "Relato de Pintor", no auditório da unidade Dr. Luiz Rassi. A exibição faz parte do projeto Qualicine, uma medida qualitativa de promover debates e reflexões sobre a segurança do paciente e a qualidade da assistência na unidade de saúde, por meio de conteúdos mais leves e descontraídos como os audiovisuais. Além disso, os filmes exibidos são uma forma de abordar temas mais complexos como erros médicos, reforçando também a importância dos protocolos de segurança.
Segundo a gerente de Educação Continuada do HGG, Wagna Barbosa, a prática tem se tornado uma cultura dentro do hospital. "Quem participa fica muito encantado com o formato de discussão dos temas, pois tem trazido à tona os problemas do hospital, que muitas vezes passam despercebidos."
Wagna explica que o filme exibido mostra o relato de um paciente, José Pintor, que ficou internado em uma Unidade de Terapia Intensiva por 18 dias, sem conseguir se comunicar, e que ficou com a luz ligada e direcionada constantemente no rosto dele. "Esse é um exemplo de situação que precisa de maior atenção. Os comentários que os profissionais fazem ao redor dos pacientes também precisam ser policiados. A cada exibição é um aprendizado para nós. Acredito que esse projeto vai modificar a forma de pensar e agir dos profissionais da instituição."
A enfermeira Maria José Alves de Oliveira Neves, supervisora da Clínica Médica do HGG, conta que ficou assustada com o depoimento de José Pintor. "Eu senti muita vergonha ao saber que isso aconteceu com esse senhor. Existem diversos profissionais, uns tem mais cuidado que os outros e não é por falta de aviso. Mesmo o paciente estando entubado, ele pode escutar tudo. Esse vídeo foi um alerta para gente. Eu mesma vou me policiar mais ainda, orientar a equipe, mostrar esse vídeo para eles", relatou.