Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que 5,8% da população brasileira sofre de depressão, o equivalente a 11,7 milhões de brasileiros. Para alertar sobre a importância dos cuidados com a saúde mental, o Hospital Estadual Alberto Rassi - HGG, promoveu a Roda de Conversa “Janeiro Branco”, em alusão a campanha nacional que completa 10 anos. O evento reuniu colaboradores no Auditório Dr. Luiz Rassi, na tarde do dia 26 de janeiro.
A roda, mediada pelo psiquiatra Leonardo Prestes, contou com as palestras “Estratégias psicológicas para uma vida mental saudável”, com o psicólogo Dimilson Vasconcelos. “Como a saúde mental interfere na saúde física” e “Promovendo o bem estar: Estratégias para cuidar da saúde mental na rotina profissional”, com os residentes de Psiquiatria Otaviano Ottoni e Naiane Taissa Foline, respectivamente. Ao final das apresentações, os profissionais abriram para perguntas e relatos dos presentes.
Durante o encontro, foi exibido um vídeo com depoimentos de alguns colaboradores que compartilharam suas estratégias para cuidar da saúde mental. Leonardo Prestes aproveitou a oportunidade para enfatizar que os profissionais de saúde estão sempre sob uma pressão extra, por isso, precisam estar sempre vigilantes. “Estar na assistência nos permite ter uma carreira, ganhos financeiros e ao mesmo tempo, fazer o bem, de uma lógica cristã, filosófica, é uma oportunidade rara. Porém se eu vou adoecendo, perco o propósito, portanto é preciso cuidar de si, para não deixar que essa chama se apague.”
Aline Maia, coordenadora do Escritório da Qualidade, reforçou que esses momentos de conversa aberta são fundamentais. “Abordar esse assunto com profissionais renomados, do próprio hospital, especialistas na área de psiquiatria e psicologia é uma oportunidade especial. Sentimos abertura para perguntar sobre questões pessoais e ouvir orientações científicas sobre nossas dúvidas. Foi muito bacana! Hoje me cuido fazendo coisas que gosto, como passeios ao ar livre com minha família e passando tempo de qualidade com eles, além de interagir em meu ambiente religioso, também faço terapia periodicamente. Sempre me preocupei com isso e evito pessoas tóxicas”, relatou.