O Hospital Estadual Alberto Rassi – HGG realizou na última sexta-feira, 9 de fevereiro, o terceiro transplante infantil na unidade de saúde. O contemplado foi o paciente Higor Medeiros Rocha de 12 anos que sofre de uma doença renal crônica. Devido ao problema de saúde, houve um atraso no seu desenvolvimento e sua idade óssea é estimada como se fosse de uma criança de sete anos.
A descoberta da doença renal foi a pouco mais de um ano. Depois de vários episódios de anemia, foi constatada a perda da função da função renal em um dos rins. A mãe do paciente, Ednalva da Silva Medeiros Rocha, disse que foi muito difícil ver o filho tão novo fazendo hemodiálise. “Meu coração ficou despedaçado. Não tinha como eu sentir outra coisa. Mas graças a Deus estou estamos aqui e tudo vai dar certo. Fico triste porque alguém perdeu um ente querido, mas também fico feliz porque é uma oportunidade de vida para o meu filho.”
Higor ingressou na fila para o transplante em janeiro deste ano. E neste mês de fevereiro já conseguiu realizar o procedimento. O médico cirurgião do HGG, Marcus Vinícius Chalar, responsável pela cirurgia, explica que como a doença renal crônica compromete o desenvolvimento, as crianças tem prioridade para o transplante, contribuindo para uma fila menor de espera para o procedimento. “A doença em crianças é menos comum. Atualmente, a quantidade delas na fila para o transplante renal é de cerca 1,2% do número de adultos.”
O médico também explica que todo procedimento é adaptado para uma cirurgia pediátrica, devido à delicadeza do caso. “Nosso maior desafio é transplantar um rim grande na estrutura pequena da criança. Tudo é muito pequeno, os vasos sanguíneos e as estruturas corpóreas. Então, por conta disso, a gente faz uma técnica cirúrgica diferente também, tem toda uma adaptação”, comenta.
Atualmente, Higor cursa a sétima série do ensino fundamental. Ela conta que sua matéria preferida na escola é a de português e que adora desenhar. “Estou ansioso e com um pouco de medo, mas na verdade não sei nem do que tenho medo, fazer uma cirurgia é algo muito novo para mim. Estou querendo mesmo é voltar a pular e a correr, pois sinto muita falta”, contou.