12/04/2024 - Mãe doa rim para filha que sofria com doença renal crônica: “Mãe faz o possível e o impossível por um filho”



O transplante renal foi realizado no último sábado, no HGG

Mais uma vez, o Hospital Estadual Alberto Rassi - HGG foi palco de uma demonstração de carinho entre mãe e filha. No dia 6 de abril, Kelley Paz, de 39 anos, doou um de seus rins para sua única filha, Ana Paz, de 25 anos, que convive com doença renal crônica desde a infância. Em 2023, Ana começou a perder as funções renais. Desde então, Kelley começou a realizar os exames de compatibilidade e se prontificou a doar o órgão para a filha.

"Quando Ana começou a perder as funções dos rins, eu comecei a fazer os exames e sempre estive pronta para esse momento. Mesmo que outras pessoas estivessem dispostas a ajudar, eu sabia que seria eu a doar, então, fui me preparando. Ela sempre soube que podia contar comigo. Mãe, como você sabe, faz o possível e o impossível por um filho. E assim sou eu", afirmou Kelley. Depois que os exames garantiram a compatibilidade entre as duas, era a hora do transplante. Mesmo prontas para realizar a cirurgia, as duas tiveram que esperar e só na quarta internação para o transplante, conseguiram realizar o procedimento.

Kelley conta que, devido ao uso de medicamentos, Ana desenvolveu uma pangastrite, um tipo de inflamação da mucosa do estômago, que pode provocar sintomas como desconforto no abdômen, azia e náusea. “Nas três últimas vezes que a gente internou para a cirurgia, Ana passou mal por causa da pangastrite, o que atrasou o transplante. Mas acredito que tenha sido tudo no tempo de Deus e nunca perdemos a esperança de que tudo daria certo”, disse ela.

Para que o procedimento tivesse sucesso, a equipe médica do HGG adotou a estratégia de um tempo menor de internação, permitindo que Ana permanecesse em jejum antes do transplante. Formada em estética, Ana afirmou que, mesmo com as tentativas frustradas de cirurgia, permaneceu calma. Minutos antes de entrar para o Centro Cirúrgico do HGG, ela estava confiante de que a cirurgia daria certo. "Eu estou bastante tranquila. Acredito que esse transplante chegou no tempo certo. A ansiedade maior é para que tudo acabe logo e eu não tenha mais que passar pela hemodiálise", contou ela.

A doação de órgãos entre mãe e filha foi chefiada pelo médico urologista Rodrigo Rosa de Lima, que integra uma das equipes de Transplante Renal do HGG. Ele explicou que o doador pode viver normalmente com apenas um rim e que o receptor passa por uma fase de adaptação, mas logo retoma suas atividades normais. “É uma vida nova. Eu sempre falo para os pacientes que receberam um rim, ainda mais em uma situação dessa de transplante entre vivos, é ganhar um presente. Ressaltando que é preciso manter o acompanhamento frequente com um nefrologista”, explicou.

Doação em vida

Para doar órgãos em vida, a pessoa precisa ser maior de idade. É exigida também uma autorização judicial prévia. Um doador vivo pode doar um dos rins, parte do fígado, parte da medula ou parte dos pulmões. Para doar órgão em vida, o médico deverá avaliar o histórico clínico do candidato e as doenças prévias. A compatibilidade sanguínea é primordial em todos os casos, mas há também testes especiais para selecionar o doador que apresenta maior chance de sucesso."



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