22/05/2024 - Sesmt do HGG promove palestra sobre violência doméstica



A ação foi realizada com o objetivo de conscientizar os colaboradores

No dia 16 de maio, o Serviço Especializado em Saúde e Medicina do Trabalho (Sesmt) do Hospital Estadual Dr. Alberto Rassi - HGG promoveu uma palestra em parceria com a Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres (SMPM) com o intuito de conscientizar os colaboradores sobre a violência doméstica e os diversos tipos de violência enfrentados pelas mulheres. A palestra foi conduzida pela psicóloga do Centro de Referência, Eslania Gouveia da Silva.

Durante a ação, foram discutidos os cinco tipos de violência: física, psicológica, sexual, patrimonial e moral, além de exemplos dessas situações e o ciclo de violência enfrentado por mulheres. A palestrante enfatizou a importância de reconhecer sinais de relacionamentos abusivos, orientou sobre como sair desse ciclo e destacou os canais de denúncia disponíveis em Goiás. Ao final da palestra, materiais de apoio e informações sobre os canais de denúncia foram distribuídos.

A palestrante Eslania Gouveia da Silva, ressaltou que falar sobre a violência doméstica é de suma importância, pois muitas mulheres podem estar vivenciando algum tipo de violência sem sequer reconhecê-la. "Existem cinco tipos de violência, e muitas mulheres podem considerar essas experiências como normais dentro de um relacionamento. A violência psicológica, por exemplo, pode minar a autoestima da mulher. Além disso, há a violência moral, patrimonial, sexual e física, sendo que algumas mulheres acreditam que é necessário chegar à violência física para denunciar. Durante a palestra, fornecemos materiais que destacam toda a rede de apoio contra a violência. Se uma mulher está enfrentando qualquer tipo de violência, é crucial que denuncie e procure a delegacia especializada da mulher", destacou.

A psicóloga Thais Amanda Manso, do Sesmt, explicou que o objetivo da palestra foi conscientizar, prevenir e divulgar onde buscar ajuda, ressaltando a falta de consciência das pessoas em relação ao tema e a importância de orientar e divulgar os canais de apoio disponíveis. "Muitas mulheres não têm consciência do que está acontecendo. Quando finalmente tomam consciência, têm a oportunidade de agir ou, pelo menos, refletir sobre o que fazer e onde procurar ajuda", afirmou.

A enfermeira Alarrubia Pereira de Souza expressou sua surpresa com a quantidade de informações sobre os canais de denúncia e destacou a importância desse conhecimento para a sociedade. "Como enfermeira, fiquei surpresa ao descobrir todos esses canais de denúncia de violência contra à mulher. Para mim, foi muito importante e estou até anotando os contatos e pegando os folhetos para compartilhar essas informações", disse.

A supervisora da lavandeira, Catiane Miranda da Silva enfatizou a importância de trazer o tema para dentro da unidade de saúde, destacando a diversidade de formas de violência além da agressão física. "Achei extremamente importante, pois muitas pessoas podem estar carentes de informações. A maioria das pessoas associam a violência apenas à agressão física, mas aqui aprendemos que existem outros tipos de violência", afirmou.



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