As modas de viola da Juão Pedro e João Paulo invadiram o Ambulatório de Medicina Avançada (AMA) e embalaram a tarde de pacientes, acompanhantes e colaboradores do Hospital Estadual Alberto Rassi – HGG. A apresentação, que aconteceu no dia 16 de maio, faz parte do projeto Sarau do HGG que, semanalmente, leva artistas voluntários para cantarem para o público da unidade. A iniciativa é o primeiro projeto de humanização da unidade de saúde.
Amantes da cultura caipira, Juão Pedro e João Paulo cativaram o público com clássicos da música sertaneja e catira. O paciente, Divino Balduíno, de 61 anos, aplaudiu o talento da dupla. Ele afirmou que o repertório o lembrou da família. “Hoje eu sou evangélico, mas a música sertaneja sempre fez parte da minha vida. Minha família é uma família de músicos e a gente sempre ouvia muito desses clássicos nos encontros dos parentes. Eu já tinha visto a dupla em programas de televisão e foi uma surpresa quando me falaram que eles viriam cantar aqui com a gente”, afirmou.
A paciente Suelia Santana, 65 anos, estava muito animada e cantou todas as músicas do repertório da dupla. Internada há 10 dias, ela afirmou que a apresentação deu um ânimo neste período de internação. “Nunca imaginei ver um show assim no hospital. Estou gostando muito e fiquei muito animada. Sinto muita vontade de voltar a fazer minhas atividades de rotina, e é difícil ficar internada, mas acredito em Deus e sei que vai dar tudo certo”, disse.
Estreantes do Sarau do HGG, Juão Pedro e João Paulo aprovaram a experiência. Juão Pedro afirmou que a energia do público é o que o motiva a seguir cantando. “A gente está acostumado a cantar em barzinho, em festa do interior, mas no hospital é a primeira vez. A gente sabe que muitos aqui estão passando por um momento difícil e a gente faz música para alegrar. Por isso que, quando surgiu o convite, a gente topou na hora”, afirmou.
Já João Paulo afirmou que foi surpreendido com a interação do público. “Quando os pacientes começaram a cantar junto com a gente, a fazer pedidos, eu entendi o tanto que essas ações fazem bem. Foi muito bom, maravilhoso. A música alivia, distrai a nossa mente, precisando da gente é só chamar”, concluiu.