03/06/2024 - HGG utiliza toxina botulínica de forma inédita em pacientes da unidade



Procedimento é realizado para conter a perda não intencional de saliva (sialorreia)

O Hospital Estadual Alberto Rassi - HGG começou a realizar a aplicação da toxina botulínica, um procedimento inédito na unidade de saúde. A toxina é uma substância que controla os sintomas da sialorreia, condição caracterizada por uma produção abundante de saliva, ocasionando a perda não intencional de saliva dos pacientes.
Os primeiros procedimentos foram realizados em pacientes da ala de cuidados paliativos do hospital. A médica geriatra e coordenadora do Núcleo de Apoio ao Paciente Paliativo (NAPP) do HGG, Ana Maria Porto Carvas comenta que a iniciativa é muito importante para os Usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), pois a sialorreia é uma condição frequente em pacientes com sequelas neurológicas graves.

“As medicações que são usualmente utilizadas nos pacientes, além de terem pouco efeito trazem reações adversas. Então, a toxina além da segurança que traz para o atendimento, é um grande avanço no sentido de promover conforto ao paciente por sua eficácia. É importante reforçar o quanto os sintomas de sialorreia são prevalentes em pacientes acamados, com doenças neurodegenerativas ou com sequelas neurológicas graves, além do risco de broncoaspiração, infecções respiratórias e o sofrimento causado aos pacientes pelas frequentes aspirações diárias”, explicou Ana Maria.

Ainda segundo a médica, os estudos científicos reforçam o beneficio e eficácia no uso da substância. “Ao realizar o procedimento, demonstramos a potência do SUS e a preocupação do HGG em oferecer tratamentos de ponta, alinhados com as últimas evidências científicas”, concluiu.

De acordo com a cirurgiã dentista do HGG, Camila de Freitas Silveira, a iniciativa é inédita em Goiás. “Os resultados apresentados por esse tipo de terapia traz bastante relevância para os serviços de Odontologia e Medicina. Além de reduzir a broncoaspiração, auxilia na diminuição dos casos de pneumonia. Foi um momento especial, ainda mais porque pôde ser feito de forma interdisciplinar, a beira leito, associado a tecnologias como via ultrassom. Além disso, as famílias dos pacientes trouxeram um feedback positivo, com os pacientes apresentando redução do fluxo salivar sem efeitos adversos”, concluiu.




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