No dia 22 de junho, a Central Estadual de Transplantes (CET-GO) realizou um curso voltado para médicos que atuam em unidades de terapia intensiva, emergência e demais especialidades envolvidas no atendimento hospitalar e com experiência comprovada de, no mínimo, um ano na assistência do paciente em coma. O treinamento, realizado no Hospital Estadual Alberto Rassi - HGG, teve como foco capacitar profissionais do Estado de Goiás para a realização do Diagnóstico de Morte Encefálica, conforme estabelecido na Resolução 2173/2017 do Conselho Federal de Medicina.
Com uma programação extensa, o curso abordou aspectos históricos e conceitos da morte encefálica, passando por fundamentos éticos e legais, até a metodologia para a determinação da morte encefálica. Além disso, foram realizadas estações práticas para a aplicação do conhecimento teórico, com simulações realísticas de casos clínicos e comunicação de más notícias. Após a conclusão da determinação da morte encefálica, a programação tratou da conduta pós-diagnóstico, incluindo a comunicação aos familiares, a retirada do suporte vital, a possibilidade de doação de órgãos. Durante a abertura do evento, os participantes foram submetidos a um pré-teste e, ao final do treinamento, a um pós-teste para avaliação do aprendizado.
Katiuscia Freitas, gerente da CET-GO, ressaltou a importância do curso para capacitar os médicos no diagnóstico de morte encefálica, conforme exigido pela resolução do Conselho Federal de Medicina. "Realizamos o segundo curso deste ano de 2024, direcionado a médicos da rede pública e privada. É essencial que esses profissionais estejam capacitados para aumentar o número de notificações e a qualidade do processo, tanto no diagnóstico quanto na doação de órgãos", disse. Katiuscia também elogiou a estrutura do Hospital Estadual Alberto Rassi - HGG, que se destaca como um parceiro fundamental para a CET GO, sendo o maior hospital transplantador e apoiando ativamente a causa da doação de órgãos.
Gustavo Prudente Gonçalves, médico intensivista e responsável técnico da CET-GO, ressaltou a importância legal do curso e os três pilares essenciais abordados, enfatizando a importância do diagnóstico, do acolhimento familiar e da comunicação, bem como da manutenção adequada dos órgãos para transplantes bem-sucedidos. "A legislação brasileira exige que todo médico participante desse processo seja capacitado. Além disso, é uma oportunidade de divulgar não apenas a capacidade de realizar o diagnóstico de forma adequada, mas também de oferecer um atendimento de qualidade, tanto para a família quanto para o paciente e para o potencial doador. É essencial garantir uma manutenção adequada dos órgãos para que, em caso de transplantes, os receptores possam receber órgãos viáveis", afirmou.
Rogério Orlow de Oliveira, médico cardiologista da CET-GO, enfatizou a relevância do diagnóstico de morte encefálica e como o curso capacita os médicos nesse processo. "Existe uma limitação no diagnóstico devido ao estado de coma em que o paciente se encontra. O médico que atua na UTI precisa estar preparado para identificar os sinais que indicam a ocorrência de morte encefálica e seguir o protocolo estabelecido. O curso capacita os médicos a realizarem esse diagnóstico, ampliando as possibilidades de doação de órgãos e proporcionando segurança tanto para a família quanto para o paciente. Ao final do curso, os participantes sairão mais preparados para realizar diagnósticos, acolher as famílias e garantir um diagnóstico seguro de morte encefálica", disse.
Rogério também destacou a importância da parceria com o Hospital Estadual Alberto Rassi - HGG, ressaltando seu papel central no estado de Goiás e seu compromisso com a doação de órgãos. "O HGG é uma instituição muito querida pela Central de Transplantes, sendo um grande parceiro que desempenha um papel central no estado de Goiás. A gestão do hospital demonstra preocupação com a doação de órgãos e vemos um futuro promissor da Unidade de Transplantes do HGG, que tem um papel tão importante para a saúde da população no Estado de Goiás", concluiu