O Hospital Estadual Alberto Rassi - HGG promoveu, no dia 26 de junho, uma palestra sobre a asma e outras doenças respiratórias. A iniciativa foi volta para pacientes e acompanhantes que aguardavam atendimento no Ambulatório de Medicina Avançada (AMA) do hospital. O tema foi abordado pela médica residente do Serviço de Pneumologia do HGG, Mariana Porto, em alusão ao Dia Nacional de Controle da Asma, celebrado em 21 de junho.
Segundo dados da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, a asma é uma das doenças crônicas mais comuns que afeta tanto crianças quanto adultos, sendo um problema mundial de saúde, acometendo cerca de 300 milhões de pessoas. Estima-se que no Brasil existem, aproximadamente, 20 milhões de asmáticos. A asma é uma causa importante de faltas escolares e no trabalho.
Segundo o DATASUS, o banco de dados do Sistema Único de Saúde, ligado ao Ministério da Saúde, ocorrem no Brasil, em média, 350 mil internações anualmente. Felizmente, com a melhor compreensão da doença por parte dos portadores, vem-se observando uma queda no número de internações e mortes por asma no Brasil.
Durante a palestra, a médica Mariana Porto afirmou que a asma é uma doença inflamatória que pode ser causada por um conjunto de fatores: genéticos (história familiar de alergias respiratórias – asma ou rinite) e ambientais. O médico reforça a importância da adesão ao tratamento. “O paciente asmático tem que estar no ambiente limpo, um ambiente sem poeira, saber identificar os alérgenos que causam a atividade da sua doença. E a adesão ao tratamento é de extrema importância. A adesão se diz no contexto de usar medicação correta, diariamente, quando indicada, na técnica correta e fazer o acompanhamento ao longo da vida com um médico especialista, no caso que é um pneumologista”, explicou.
A paciente do HGG, Karla Vieira, que assistiu a palestra enquanto aguardava atendimento, afirmou que tem um filho asmático e aproveitou para tirar dúvidas sobre a doença. “Eu ainda tenho receio do meu filho praticar atividade física porque ele já passou mal. Como a médica explicou, fazer atividade física é recomendável, mas é preciso de uma orientação médica pra que não se torne um risco pra ele”, disse.
A médica Elina Pires Oliveira Marques, tutora dos residentes de pneumologia do HGG, explica que a asma é uma doença que costuma ser muito negligenciada pelos seus portadores. “O que acontece, muitas vezes, é que o paciente fica bem e deixa de manter adesão ao tratamento. Essa é uma doença que ela pode evoluir gravemente e levar à morte. A mensagem que eu deixo é para o paciente não negligenciar o tratamento, usar a medicação, seguir as orientações quanto ao ambiente adequado e ter sempre acompanhamento com o seu pneumologista. Dessa forma, ele evita a piora do seu quadro e, principalmente, conseguirá manter uma excelente qualidade de vida”, ressaltou a médica.