14/08/2024 - HGG aplica treinamento de Escala Elpo, método que avalia risco de lesão decorrente da posição na cirurgia



Posicionamento cirúrgico do paciente pode prevenir lesões

Enfermeiros que atuam no Centro Cirúrgico do Hospital Estadual Alberto Rassi – HGG passaram, no dia 06 de agosto, por um treinamento para posicionamento do paciente cirúrgico e a aplicabilidade da Escala de Avaliação de Risco para o Desenvolvimento de Lesões Decorrentes do Posicionamento Cirúrgico do Paciente (ELPO), método desenvolvido para posicionar o paciente na mesa operatória, evitando lesões e fraturas após longas cirurgias. O treinamento foi ministrado pelas professoras do curso de enfermagem da Universidade Federal de Goiás (UFG), Regiane Barreto e Cristiana da Costa Luciano.

A escala ELPO abarca sete pontos: tipo de posição, tempo de cirurgia, tipo de anestesia, superfície de suporte, posição dos membros, comorbidades e idade do paciente. Esses itens são organizados com cinco subitens, que mostram a menor até a maior situação de risco. Regiane Barreto explica que a escala vai de 7 a 35. Quanto mais elevado o número, maior o risco do paciente ter complicações vindas do posicionamento cirúrgico. Para que o uso seja ainda mais fácil, foi proposta uma nota de corte, pensada a partir de estatística, para indicar que os pacientes com escore superior a 19 são de maior risco.

“A sua aplicação deve ser feita ao posicionar o paciente na mesa operatória, e o tempo deve ser estimado considerando a situação de risco mais elevado. Além disso, deve ser vista a necessidade de utilização de algum cuidado específico para diminuir o risco de lesões em pacientes que possuem classificação acima de 19”, disse.

Cristiana da Costa lembra que esta escala também usa um aplicativo que demonstra como o paciente deve estar posicionado. “O aplicativo ajuda a gente a lembrar dos pontos mais frágeis. Então, o enfermeiro posicionou o paciente, liga o aplicativo, coloca as características dele e a ferramenta te mostra os pontos de maior fragilidade e onde o paciente pode ter lesão. A partir do modelo apresentado no aplicativo, nós podemos ir para a cirurgia mais tranquilos em relação à segurança deste paciente”, afirmou.

A enfermeira e gerente da Central de Materiais Esterilizados (CME) do HGG, Juliana Carvalho Duarte participou do treinamento. Ela reforça que o posicionamento cirúrgico do paciente, realizado de forma certa, é muito importante para o sucesso de uma cirurgia – devendo ser usado com segurança e com conhecimento em anatomia e fisiologia. “Como foi dito durante o treinamento, nós somos os guardiões do paciente durante a sedação. Muita das vezes, a cirurgia é um sucesso, mas o paciente pode acordar com muitas dores, justamente, por ter sido mal posicionado. Esse treinamento veio para nos deixar atentos aos mínimos detalhes”, afirmou.





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