Enfermeiros que atuam no Centro Cirúrgico do Hospital Estadual Alberto Rassi – HGG passaram, no dia 06 de agosto, por um treinamento para posicionamento do paciente cirúrgico e a aplicabilidade da Escala de Avaliação de Risco para o Desenvolvimento de Lesões Decorrentes do Posicionamento Cirúrgico do Paciente (ELPO), método desenvolvido para posicionar o paciente na mesa operatória, evitando lesões e fraturas após longas cirurgias. O treinamento foi ministrado pelas professoras do curso de enfermagem da Universidade Federal de Goiás (UFG), Regiane Barreto e Cristiana da Costa Luciano.
A escala ELPO abarca sete pontos: tipo de posição, tempo de cirurgia, tipo de anestesia, superfície de suporte, posição dos membros, comorbidades e idade do paciente. Esses itens são organizados com cinco subitens, que mostram a menor até a maior situação de risco. Regiane Barreto explica que a escala vai de 7 a 35. Quanto mais elevado o número, maior o risco do paciente ter complicações vindas do posicionamento cirúrgico. Para que o uso seja ainda mais fácil, foi proposta uma nota de corte, pensada a partir de estatística, para indicar que os pacientes com escore superior a 19 são de maior risco.
“A sua aplicação deve ser feita ao posicionar o paciente na mesa operatória, e o tempo deve ser estimado considerando a situação de risco mais elevado. Além disso, deve ser vista a necessidade de utilização de algum cuidado específico para diminuir o risco de lesões em pacientes que possuem classificação acima de 19”, disse.
Cristiana da Costa lembra que esta escala também usa um aplicativo que demonstra como o paciente deve estar posicionado. “O aplicativo ajuda a gente a lembrar dos pontos mais frágeis. Então, o enfermeiro posicionou o paciente, liga o aplicativo, coloca as características dele e a ferramenta te mostra os pontos de maior fragilidade e onde o paciente pode ter lesão. A partir do modelo apresentado no aplicativo, nós podemos ir para a cirurgia mais tranquilos em relação à segurança deste paciente”, afirmou.
A enfermeira e gerente da Central de Materiais Esterilizados (CME) do HGG, Juliana Carvalho Duarte participou do treinamento. Ela reforça que o posicionamento cirúrgico do paciente, realizado de forma certa, é muito importante para o sucesso de uma cirurgia – devendo ser usado com segurança e com conhecimento em anatomia e fisiologia. “Como foi dito durante o treinamento, nós somos os guardiões do paciente durante a sedação. Muita das vezes, a cirurgia é um sucesso, mas o paciente pode acordar com muitas dores, justamente, por ter sido mal posicionado. Esse treinamento veio para nos deixar atentos aos mínimos detalhes”, afirmou.