No dia 20 de agosto, os pacientes, acompanhantes e colaboradores do Hospital Estadual Alberto Rassi - HGG puderam embarcar em uma viagem ao coração da cultura popular, através da vibrante e tradicional dança de catira, que foi apresentada pela Associação dos Catireiros e Foliões de Aparecida de Goiânia, que já são parceiros há muitos anos da unidade de saúde. Foi um momento de muita alegria, que proporcionou mais uma vez a inserção da manifestação cultural dentro do hospital, ocasionando um momento de descontração e de resgate artístico.
A catira, com seus passos ritmados e palmas marcadas, é muito mais que uma dança; é uma expressão autêntica da nossa identidade, um elo vivo com o passado que nos conecta ao presente. O entusiasmo e a vibração do público marcaram a apresentação, que foi prestigiada e aplaudida pelo público presente e por pessoas que passavam ao redor da unidade de saúde.
A paciente do HGG, Silvane Ananias dos Santos, 54 anos, fez um transplante renal na unidade recentemente. Ela curtiu toda a apresentação de catira. “Foi um momento surreal para mim. Igual está sendo o meu transplante, ainda não consigo acreditar. Foi muito contagiante, amei, principalmente por eles terem cantado uma música do João Boiadeiro, eu sou apaixonada, já quero de novo”, falou alegre. Silvane também destacou em sua fala a superação ao aguardar 1 ano e 7 meses pelo transplante e o sofrimento diante da realização da hemodiálise. “Eu sentia muita falta de beber água, era uma das coisas que mais me incomodava. Mas eu superei cada obstáculo, eu sou um milagre, não acredito que estou transplantada, e sei que Deus não nos dá um fardo que não conseguimos carregar. Agora posso realizar meu sonho, viajar e conhecer o mar”, disse emocionada.
O senhor Rogério Camilo Neves de 64 anos também assistiu a apresentação. Ele contou que foi a primeira fez que compareceu presencialmente a uma dança de catira. Animado, disse que gostou e conseguiu se distrair. “Eu não queria vir, mas depois eu resolvi e desci. Foi bom demais, adorei, valeu apena”, avaliou.
Já dona Auristela José de Souza, 64 anos, além de participar da festa, gravou toda a apresentação, que fez questão de rever quando retornou ao leito. Ela lembrou que já havia presenciado outras atividades de humanização no HGG. “Gosto demais de catira, estava revendo os vídeos aqui. Desse hospital eu espero tudo de bom, já vi até quadrilha pelo jornal. Uma vez, passando por consulta na unidade, tinha uns cantores na recepção. Então é sempre muito legal vivenciar essas experiências aqui”, destacou.