29/08/2024 - HGG realiza 57º transplante de fígado da unidade



Comerciante de 65 anos recebeu o órgão no último dia 13

O dia 13 de agosto de 2024 jamais será esquecido pela família de Greibe Jorge Araújo, de 65 anos, comerciante e morador de Goiânia. Foi nesta data que ele foi comunicado que havia um fígado compatível e que, enfim, passaria pelo aguardado transplante no Hospital Alberto Rassi – HGG. Greibe entrou para a fila de transplantes em janeiro deste ano e, sete meses depois, recebeu a ligação que tanto esperava.

"Eu achei que ficaria mais de um ano na fila pelo transplante porque a gente pesquisa e vê que tem muita gente que precisa e poucos órgãos disponíveis. Quando me ligaram foi uma surpresa porque não achei que seria tão rápido. Tenho 65 anos e agora, com o fígado novo, vou viver até os 100 anos”, contou o paciente.

Greibe contou ainda que o transplante é motivo de alívio para ele, mas principalmente para a família. “Tenho uma filha que estava muito preocupada com a minha saúde e acho que ela vai ficar assim até me ver de alta. Ela tem ligado aqui no HGG todos os dias para saber como eu estou. Da minha família, eu sou o mais tranquilo. Estou levando tudo isso com muita naturalidade”, disse.

Ângela Mesquita, casada com Greibe há 35 anos, acompanhou o marido durante toda a internação. Ela diz que o temor da família vinha justamente da falta de informações sobre o transplante de órgãos. “Nós passamos a pesquisa sobre esse assunto quando ele entrou para a fila. A gente não conhece ninguém que tenha passado por isso e isso gerou muito medo em mim e nos meus filhos. Mas o Greibe sempre tentou nos tranquilizar. Vê-lo tranquilo nos deu mais força para encarar tudo isso”, disse.

O transplante do Greibe foi realizado pela equipe liderada pelo chefe do Serviço de Transplantes de Fígado do HGG, o médico Claudemiro Quireze Júnior. De acordo com ele, o transplante de fígado é o de maior complexidade entre todos os transplantes, e, por isso, as equipes de captação e implante precisam trabalhar simultaneamente. "Quando retiramos um órgão sólido, ele perde a viabilidade pois ele não está recebendo oxigênio. Por isso utilizamos medidas que chamamos de preservação do órgão. Essas medidas são: lavar o órgão com uma solução de preservação e resfriado a quatro graus. Enquanto isso acontece em uma sala, nós preparamos tudo na outra para otimizar o tempo em benefício do nosso paciente”, explicou.

Transplantes

Muitas vezes o transplante de órgãos pode ser única esperança de vida ou a oportunidade de um recomeço para pessoas que precisam de doação. O Sistema Único de Saúde - SUS, tem o maior programa público de transplante do mundo, no qual cerca de 87% dos transplantes de órgãos são feitos com recursos públicos, permitindo que cada vez mais pessoas tenham uma vida melhor.

Quero ser doador

Para ser um doador, basta conversar com sua família sobre o seu desejo. No Brasil, a doação de órgãos só será feita após a autorização familiar. Há dois tipos de doador: o primeiro é o doador vivo. Pode ser qualquer pessoa que concorde com a doação, desde que não prejudique a sua própria saúde. O doador vivo pode doar um dos rins, parte do fígado, parte da medula óssea ou parte do pulmão. Pela lei, parentes até o quarto grau e cônjuges podem ser doadores. O segundo tipo é o doador falecido. São pacientes com diagnóstico de morte encefálica, geralmente vítimas de catástrofes cerebrais, como traumatismo craniano ou AVC (derrame cerebral). Os órgãos doados vão para pacientes que necessitam de um transplante e estão aguardando em lista única, definida pela Central de Transplantes da Secretaria de Saúde de cada estado, e controlada pelo Sistema Nacional de Transplantes.





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