O artigo ‘Estudo da pressão intra-abdominal durante o reparo da hérnia incisional pela técnica de Lázaro da Silva’ publicado pelo médico Pedro Ducatti de Oliveira e Silva, que realizou sua Residência em Cirurgia do Aparelho Digestivo no Hospital Estadual Alberto Rassi – HGG, em 2021, teve sua publicação efetivada na Revista Arquivos Brasileiros de Cirurgia Digestiva do Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva – ABCD, no segundo semestre deste ano, contando com mais de 30 visualizações. O projeto de pesquisa aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) do HGG e Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES/GO), contou também com as orientações dos médicos e professores Ênio Chaves de Oliveira e Renato Miranda de Melo.
De acordo com o estudo, a Hérnia Incisional (HI) é uma complicação frequente após cirurgias abdominais, com incidência entre 10% e 23% da população submetidas às cirurgias convencionais. Além disso, existem diversas técnicas para o tratamento das HI, sendo as medianas as mais frequentes, e as que oferecem maior número de alternativas terapêuticas. O médico, cirurgião Geral e do Aparelho Digestivo, Pedro Ducatti, explica que a correção cirúrgica da HI também apresenta desafios comuns, “como devolver à cavidade de origem o conteúdo do saco herniário, sem aumentar significativamente a pressão intra-abdominal (PIA), mas também reconstruir total ou parcialmente a parede abdominal.”
Pedro Ducatti alerta que a hérnia incisional pode acontecer depois do procedimento cirúrgico, quando ‘os pontos de fechamento da musculatura abrem ou até mesmo ocorre uma má cicatrização’. “Dessa forma, a musculatura não vai proteger as vísceras do abdômen, fazendo uma protrusão, às vezes com hérnias grandes provocando dor, aumentando de tamanho, ocasionando angústia aos pacientes, que sofrem por não conseguirem carregar peso, trabalhar, fazer suas atividades diárias. Então isso é muito preocupante, pois impacta não apenas a saúde, mas até a economia pela perda de capacidade laboral das pessoas”, afirma.
O profissional de saúde também ressalta que a técnica desenvolvida pelo cirurgião brasileiro Alcino Lázaro da Silva (ALS), tem uma importância mundial. “Esse procedimento apresentou ótimos resultados nos últimos 50 anos. É uma opção de reparo tecidual, portanto, que dispensa o uso de próteses alógenas - as telas de polipropileno em sua maioria, tendo muitas vantagens em longo prazo. Com os estudos e aproveitamento da técnica, temos intenção de buscar melhorias, prevenir as hérnias e melhorar cada dia mais o tratamento dos pacientes".
A diretora de Ensino e Pesquisa do HGG, Fábia Mara Gonçalves Prates de Oliveira considera a publicação de artigos científicos dos residentes que estão e, que passaram pela unidade de saúde, um importante indicativo de qualidade da instituição. “Com isso, entendemos que a preceptoria realizada está sendo efetiva, demonstrando responsabilidade e cuidado com a formação de residentes. O artigo publicado consolida o ciclo da residência como um marco de alto nível. Além disso, serve de estímulo para que outros possam produzir artigos e incentivar cada vez mais o ensino”, finalizou.
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