21/10/2024 - HGG realiza capacitações em celebração ao Dia Nacional do Fisioterapeuta e do Terapeuta Ocupacional



Profissionais tiveram um tempo de relaxamento com a técnica de Mindfulness

Em um momento de diálogo e troca de experiências, os profissionais de fisioterapia e terapia ocupacional do Hospital Estadual Dr. Alberto Rassi – HGG participaram, no dia 15, de iniciativa em celebração ao Dia Nacional do Fisioterapeuta e do Terapeuta Ocupacional, comemorado anualmente em 13 de outubro. As atividades foram realizadas com o apoio do médico e residente do Serviço de Psiquiatria do HGG, Otaviano Ottoni Netto, e da psicóloga Larissa Jorge de Faria.

Os profissionais tiveram um tempo de relaxamento com a técnica de Mindfulness, uma prática que aborda um momento de plenitude, com foco na atenção, e puderam praticar exercícios que beneficiaram a saúde mental e física. A psicóloga Larissa Jorge de Faria comenta que a técnica consiste em um momento de tranquilidade e concentração. “Essa técnica é muito interessante, utilizamos também em pacientes. Então, na ocasião, orientamos os colaboradores a entrar em um momento de imersão, respirando fundo, para ajudar no estado de calma e concentração. Foi um convite para as pessoas olharem mais para dentro de si e para perceberem o que está acontecendo internamente, para elas ficarem conscientes do presente.”

Já o médico e residente do Serviço de Psiquiatria do HGG, Otaviano Ottoni Netto, que também é fisioterapeuta por formação, compartilhou sua trajetória profissional com os profissionais da unidade, destacando a importância da profissão dentro do hospital. “Apesar de atualmente eu não exercer a fisioterapia, foi essa profissão que semeou em mim a paixão pela área de saúde. A relação do fisioterapeuta com o paciente é muito intensa, na maioria das vezes muito mais intensa até do que a relação com outros profissionais, porque envolve o despir do paciente, e eu digo despir às vezes não só as suas roupas para os exercícios e avaliações necessárias, mas a sua alma mesmo, pois durante uma sessão o paciente conversa com o profissional, o que ainda não conversou com o psiquiatra, ou com o psicólogo. Então acaba sendo um momento de acolhimento e desabafo do paciente, e precisamos saber ouvi-los. Além disso, não podemos esquecer o poder que o toque e manejo do profissional tem na evolução dos pacientes, podendo ocasionar uma mudança física e emocional. Portanto é uma oportunidade também para o fisioterapeuta aprender a acessar essas partes mais difíceis do paciente. Movimentar a articulação, às vezes, é a coisa mais fácil que vai ter dentro da profissão, mas saber acessar o paciente é a grande arte”, pontuou.

O terapeuta ocupacional Douglas Gabriel Magalhães Sousa, é colaborador do HGG há dois anos. Ele participou das atividades e comentou que ação desenvolvida possibilitou conhecer mais profundamente outros colegas de trabalho e profissão. “Tivemos a oportunidade de nos aproximar não só pessoalmente, mas também no coletivo. A psicologia como intermediadora também nos trouxe um momento de reflexão e compreensão sobre si mesmo por meio da meditação. Parar um pouco dentro da rotina hospitalar para um momento de meditação e autoconhecimento foi muito positivo e com certeza um presente nessa data comemorativa.”

Já a fisioterapeuta Geovana Cristina Batista Pacheco, que atua no HGG há oito anos, comenta que achou a iniciativa extremamente importante, pois com a correria do dia a dia, o olhar e cuidado consigo mesmo acaba sendo deixado de lado. “A partir do momento que a gente começa a cuidar da gente, conseguimos cuidar melhor do outro. Então, essa palestra foi de encontro com nós mesmos, nossos valores e consciência. Mostrou o que precisamos melhorar, que precisamos cuidar da gente, pois isso reflete muito em nossa assistência. Então, eu estou lidando com pessoas que estão adoecidas e adoecendo, acho que não vou conseguir enxergar melhor o que eu posso fazer por esse paciente se eu não estiver bem. Mas, se eu estiver bem internamente, eu acho que eu consigo avaliar melhor, perceber de forma mais afetiva o que eu posso fazer por ele”, avaliou.




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