08/11/2024 - Após acordo de cooperação entre países, HGG passa a contar com enfermeiro angolano para período de estágio



Vinda de profissional faz parte de um programa de intercâmbio para formação e capacitação de trabalhadores da saúde de Angola

O enfermeiro João Clemente Tomás, de 29 anos, é o primeiro profissional de saúde angolano a iniciar um período de estágio no Hospital Estadual Dr. Alberto Rassi – HGG após a assinatura do acordo de cooperação entre Brasil e Angola para formação de trabalhadores e trabalhadoras da saúde. O Programa de Formação de Recursos Humanos em Saúde Brasil-Angola é coordenado pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC) do Ministério das Relações Exteriores, em parceria com o Ministério da Saúde, o Ministério da Educação e a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh).

Além de João Clemente, o programa de intercâmbio conta com outros 150 profissionais de saúde de Angola, que estão espalhados por hospitais públicos do Brasil. Natural de Luanda, capital de Angola, João Clemente é enfermeiro e, há pouco mais de um mês, vem atuando na Unidade de Transplantes do HGG. O jovem conta que foi selecionado para atuar no HGG para se qualificar em assistência a pacientes que passam pelo transplante de medula óssea.

“O programa tem duração de dois anos e depois disso devo voltar ao meu país para aplicar as experiências que estou tendo aqui. Nosso desejo é qualificar nosso serviço de transplante de medula óssea e quero levar as dinâmicas que o HGG aplica para o meu país. Nosso desafio é oferecer este serviço para os angolanos e, daqui dois anos, eu poderei levar tudo que eu aprendi aqui lá para Luanda”, explicou.

Ainda se habituando ao Brasil, João Clemente conta que o choque cultural não foi tão grande quanto imaginava. Apesar de compartilharem o mesmo idioma, ele diz que toma cuidado com algumas expressões que são comuns em Angola, mas estranhas para o brasileiro. “Nós temos muitas palavras que existem nos dois países, mas com significados muito diferentes. Quando digo algumas dessas palavras com colegas brasileiros, eles se espantam, mas depois brincam com a situação e me fazem sentir melhor. Nós angolanos consumimos muito da cultura brasileira, mas não esperava ser tão bem aceito por todos”, contou.

O acordo de cooperação entre Brasil e Angola, assinado em abril de 2024, implementou o Programa de Formação de Recursos Humanos em Saúde, possibilitando o estabelecimento de projetos e ações de cooperação técnica capazes de produzir impactos positivos no desenvolvimento do Sistema Nacional de Saúde de Angola no que tange à acessibilidade e à qualidade dos serviços de saúde prestados à população.

A iniciativa contempla a formação de profissionais angolanos no Brasil, em hospitais de instituições formadoras identificados pela Ebserh e pelo Ministério da Saúde, em diversas modalidades de ensino, como residência, doutorado, mestrado, especialização, aperfeiçoamento e estágio complementar.



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