14/11/2024 - Mais de 800 pessoas participam da corrida Colorindo a Vida Sem Diabetes, do HGG



Prova integra a programação da unidade para o Dia Mundial do Diabetes

Com a presença de 830 competidores, entre atletas amadores, profissionais e pacientes do Centro Estadual de Atenção ao Diabetes (CEAD), a 3ª Edição da Corrida Colorindo a Vida Sem Diabetes do Hospital Estadual Dr. Alberto Rassi – HGG promoveu, neste domingo, 10 de novembro, uma manhã de incentivo à atividade física e conscientização sobre a prevenção ao diabetes. A corrida contou com o apoio do Governo do Estado de Goiás e da Secretaria de Estado da Saúde (SES). A prova também se destacou pela participação feminina, que superou a masculina, algo considerado raro em corridas de rua, segundo a organização. Do total de inscritos, foram 466 mulheres e 364 homens.

O evento, que teve percursos de 5 km e 10 km, também contou com um pelotão exclusivo para pacientes diabéticos que fazem acompanhamento no CEAD. Eles completaram o percurso e, ao final, foram homenageados, subindo ao pódio oficial da corrida. O secretário de estado da Saúde, Rasivel Santos destaca que o evento tem o objetivo de promover a saúde e adesão às práticas de hábitos saudáveis. “O HGG e, especialmente o CEAD, se destacam por ações que incentivam a práticas saudáveis. Aqui nós temos a cozinha experimental, que educa os pacientes sobre alimentação saudável, e a corrida é mais uma destas ações. Queremos demonstrar o quanto a prática esportiva é fundamental para o nosso bem-estar. A prevenção é sempre o melhor remédio”, disse.

O chefe do Serviço de Endocrinologia do HGG, o médico Nelson Rassi reforça que a corrida é altamente recomendada para pacientes diabéticos, de qualquer faixa etária. “É óbvio que o diabético precisa ter um certo cuidado ao caminhar ou correr. Devemos estar atentos ao calçado adequado, por exemplo. Mas é altamente recomendável a adesão a este esporte para quem tem diabetes. O custo é mínimo e os benefícios são inúmeros, já que depois que as pessoas começam a correr, não param mais”, avaliou.

A caminhada passou a fazer parte da rotina do paciente do CEAD Geraldo Magela, de 77 anos. Ele diz que a prática esportiva se tornou um hábito e que isso melhorou o controle da doença. “Tenho diabetes há 25 anos. Tomo meus remédios, mas o que me ajuda mesmo é a caminhada. Sempre faço e sinto falta quando não saio andando por aí. No começo é difícil, mas depois que se cria a rotina, você não consegue viver sem”, contou.

Maria Ilda de Santana, de 59 anos, foi outra paciente do CEAD a participar da corrida. Para ela, poder participar, mostra que o diabético pode ter qualidade de vida, mesmo lidando com a doença. “Quando eu descobri a diabetes, me privei muito e isso me fez muito mal. Tinha medo de feridas e restringi demais minha alimentação. Aqui no CEAD eu aprendi que a gente pode viver bem, mesmo sendo diabético. Hoje eu consigo me cuidar e ainda fazer as coisas que eu gosto”, disse.

Além da mensagem de apoio aos pacientes diabéticos, a 3ª Edição da Corrida Colorindo a Vida Sem Diabetes reuniu histórias de superação e paixão pelo esporte. Iriane Campos Ferreira, de 49 anos, foi a grande vencedora no percurso de 5 km. Atleta das corridas de rua há seis anos, ela conta que o esporte a ajudou a superar momentos difíceis em sua vida. “Eu comecei a correr depois que eu perdi minha filha. Foi um momento muito complicado pra mim e eu sinto que foi o esporte que me ajudou a superá-lo. Hoje eu sou viciada em correr e competir”, contou.

As corridas também serviram para aproximar pai e filha. Luiz Antônio Borges e Luciene Borges fizeram das corridas, um momento de interação entre os dois. “Eu tenho 75 anos e corro há 30. Sempre a incentivei a correr comigo e agora eu consegui”, contou Luiz Antônio. Luciene diz que superou o sedentarismo com a ajuda do pai. “Tem sido muito bom pra mim. Tenho aproveitado a presença do meu pai e estamos cuidando da saúde juntos”, contou.

Em seu terceiro ano, a corrida Colorindo a Vida Sem Diabetes faz parte das atividades de promoção à saúde do HGG e integra a programação da unidade para o Dia Mundial do Diabetes, celebrado em 14 de novembro. Em Goiás, o Hospital Estadual Dr. Alberto Rassi - HGG é a principal unidade de apoio aos diabéticos. Desde 2018, pacientes são assistidos no Centro Estadual de Atenção ao Diabetes (CEAD). O CEAD conta com atendimento multidisciplinar, oferecendo serviço de endocrinologia, oftalmologia, psicologia, fisioterapia, enfermagem, serviço social, podologia e nutrição. Esse acompanhamento integral permite que complicações decorrentes do diabetes não se agravem, melhorando a qualidade de vida dos pacientes.



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