De acordo com o Ministério da Saúde, a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica – DPOC, conhecida popularmente como enfisema pulmonar, é a quinta causa de mortes por doenças crônicas no mundo. No Brasil, cerca de 12% da população possui a doença. Para alertar sobre as complicações da doença, formas de prevenção e tratamento, o Hospital Estadual Dr. Alberto Rassi – HGG realizou, na última quarta-feira, 27 de novembro, mais uma edição do Saúde na Praça, projeto que oferece atendimento multidisciplinar gratuito na Praça Abrão Rassi, em frente ao hospital.
Além de dicas de prevenção ao DPOC, quem passou pela tenda pôde realizar aferição de pressão e teste de glicemia, além de conversar com médicos, enfermeiros, nutricionistas, psicólogos, fonoaudiólogos, fisioterapeutas e farmacêuticos. Durante toda a manhã, foram realizados 234 atendimentos.
A médica pneumologista Elina Pires, reforçou que o tabagismo contribui com 80% dos casos da doença. “Existem outras causas, exposição a gases tóxicos, poeiras tóxicas e etc. A própria poluição ambiental também já se sabe que é um fator de risco. Mas, sem dúvida, a principal causa ainda é o tabagismo” explicou.
Elina Pires explicou ainda que a prevenção à DPOC pode gerar uma economia considerável aos SUS. “Para se ter uma ideia, o Sistema Único de Saúde gasta, em média por ano, cerca de 72 milhões de reais com internações relacionadas a essa doença. E a nossa região centro-oeste está na rota da prevalência de casos. 25% se encontram por aqui, 23% no sudeste do Brasil e 12% no sul do país.
Luiz Carlos Machado de 70 anos, foi uma das pessoas atendidas na última edição do Saúde na Praça. Fumante há 50 anos, ele diz que sofre com as consequências do vício. “Eu já sou diagnosticado com enfisema pulmonar e sinto muita falta de ar. Aproveitei a tenda pra conversar com as médicas. Elas sempre dão boas dicas, me escutam e me ajudam. É um vício difícil de se livrar, mas eu tento me manter o mais saudável possível”, contou.